Compra de livros no Brasil aumenta em 2025

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O consumo de livros no Brasil registrou um crescimento em 2025, com um aumento de 3 milhões no número de compradores em comparação ao ano anterior. De acordo com uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro e da Nielsen BookData, 18% da população adulta adquiriu pelo menos um livro, seja físico ou digital, durante o período analisado.

“Esse avanço é resultado de um ecossistema que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores, políticas públicas e iniciativas de incentivo à leitura”, diz Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro. A pesquisa Panorama do Consumo de Livros também aponta que as mulheres representam 61% dos consumidores, com destaque para mulheres pretas e pardas da classe C, que formam o maior grupo consumidor do país.

Apesar do crescimento, o preço ainda é um obstáculo para muitos. Conforme o levantamento divulgado pelo jornal O Tempo, mais de 35 milhões de pessoas afirmaram ter sido desmotivadas a comprar livros no último ano por considerá-los caros. Os resultados, contudo, não se traduzem diretamente em aumento de faturamento para o setor, pois a pesquisa não diferencia a origem dos exemplares, que podem ser de segunda mão ou pirateados.

Segundo Mariana Bueno, coordenadora de pesquisa da Nielsen BookData, a pirataria pode ser vista como um indicador de mercado. “Pirataria é demanda reprimida”, afirmou, sugerindo que existe um público leitor interessado que ainda não consegue acessar o mercado formal de livros. Isso aponta uma oportunidade para editoras e comerciantes alcançarem novos consumidores que buscam alternativas de acesso à leitura.

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Os principais canais utilizados pelos consumidores para descobrir novidades literárias são sites de compras (34%), indicações de pessoas próximas (30%), livrarias físicas (24%) e criadores de conteúdo digital (22%). As redes sociais se destacam na conversão de vendas, com 56% dos entrevistados afirmando que adquirem livros por esses meios, atraídos principalmente por melhores preços e promoções encontradas nas plataformas.

O crescimento no consumo foi impulsionado principalmente pela faixa etária de 18 a 24 anos. Bueno ressalta, no entanto, que a análise se refere ao consumo, e não necessariamente ao aumento da leitura no Brasil. Embora as redes sociais estimulem a compra, isso não garante que os livros sejam lidos. “Acreditamos que quanto maior o número de compras, maior a chance de leitura”, pondera a coordenadora.

Um dado adicional da pesquisa revela que, no último ano, 7,1% dos entrevistados, o que equivale a cerca de 11 milhões de pessoas, compraram ao menos um livro de colorir. Títulos como os da marca Bobbie Goods se tornaram populares, impulsionados pelas redes sociais, e funcionaram como uma alternativa para afastar os consumidores das telas de dispositivos eletrônicos.

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