Uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu 12 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nesta quinta-feira, 26 de março. A ação, denominada “Operação Bankline”, visa desarticular um grupo criminoso especializado em fraudes eletrônicas. O grupo é suspeito de causar um prejuízo de quase R$ 500 mil a uma empresa em Governador Valadares e a uma instituição financeira.
Os mandados foram cumpridos em Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e no Distrito Federal. A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber) e pela 16ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares.
As cidades onde os mandados foram executados incluem Senador Canedo, Goiânia e Planaltina de Goiás, em Goiás. No Pará, a ação ocorreu em Parauapebas, e no Distrito Federal, em Planaltina. No Rio de Janeiro, foram Duque de Caxias e Queimados.
Em São Paulo, os mandados foram cumpridos em São Paulo, Itapetininga, Praia Grande, Santos e Salto. A operação busca coletar provas e identificar outros envolvidos no esquema de fraudes.
Investigação
A investigação teve início após criminosos invadirem uma conta bancária empresarial. Eles realizaram o resgate indevido de um investimento no valor de R$ 800 mil, gerando saldo na conta. Em seguida, o grupo efetuou o pagamento de 10 boletos bancários, totalizando quase R$ 500 mil.
O setor de segurança da instituição financeira identificou que os acessos foram realizados por aparelhos e conexões de internet não habituais. Estes estavam localizados em municípios diferentes daquele onde a vítima tinha seu estabelecimento.
Segundo apurado, o grupo suspeito possuía um núcleo tecnológico. Este núcleo utilizava conhecimentos avançados para habilitar dispositivos e burlar os sistemas de segurança bancária. Havia também um núcleo financeiro.
Este núcleo financeiro recebia e distribuía o dinheiro entre diversas contas de pessoas físicas e empresas. O objetivo era ocultar o caminho dos valores e dificultar o trabalho das autoridades. Os materiais apreendidos nesta quinta-feira, 26 de março, serão periciados para identificar novas provas e possíveis vítimas.
A “Operação Bankline” é coordenada pelo Gaeciber, do MPMG. A ação conta com o apoio das Diretorias de Inteligência da Polícia Militar e Polícia Civil de Minas Gerais. Também participam os Cybergaecos e órgãos de segurança e inteligência dos Ministérios Públicos e das Polícias Militares dos estados envolvidos nas diligências.
Dicas para se proteger de fraudes bancárias
Para se proteger de fraudes bancárias, é recomendável ativar a autenticação em dois fatores (2FA) em aplicativos de banco, e-mail e redes sociais. Esta função cria uma etapa extra de segurança para o acesso às contas.
Ao receber um alerta de fraude ou compra suspeita, evite clicar em links ou usar o número de telefone fornecido na própria mensagem. É importante buscar canais oficiais alternativos para confirmar a informação.
Entre em contato com o banco por um canal oficial que você já conhece, como o número impresso no verso do seu cartão ou o chat do aplicativo. Preferencialmente, utilize um aparelho diferente daquele em que recebeu o aviso.
Configure seu banco para enviar notificações em tempo real sobre qualquer transação ou resgate de investimento. Monitore seus extratos e aplicações financeiras com frequência para identificar movimentações estranhas rapidamente.
Jamais compartilhe senhas ou códigos de segurança com supostos atendentes que liguem para você. Evite acessar suas contas bancárias em redes de Wi-Fi públicas ou computadores de terceiros, garantindo a proteção de dados sensíveis.
Ministério Público de Minas Gerais
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