105 municípios de MG não alcançaram a meta de alfabetização infantil

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Um levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aponta que 105 municípios de Minas Gerais não alcançaram a meta de alfabetização para crianças. Apesar do resultado em cidades específicas, o estado superou a média nacional, com 74% dos alunos do 2º ano do ensino fundamental considerados alfabetizados, segundo o Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

De acordo com informações do jornal O Tempo, o patamar mínimo esperado era de que 66% dos estudantes dominassem a leitura e a escrita na idade certa. Enquanto o estado superou essa marca, a capital Belo Horizonte registrou um índice de 70%. As regiões da Zona da Mata e o Norte de Minas concentram a maior parte das cidades com os indicadores mais baixos.

Entre os maiores centros urbanos do estado, o resultado de Juiz de Fora, com 55%, figura entre os menores índices. O desempenho coloca a cidade da Zona da Mata em uma posição de atenção quanto às políticas de alfabetização, conforme os dados divulgados pelo Inep. A concentração de municípios com baixo desempenho em regiões específicas indica desafios localizados para a educação no estado.

Como o índice é calculado

O Indicador Criança Alfabetizada (ICA) avalia a capacidade do estudante de ler palavras, frases e textos curtos. Além disso, o indicador verifica a habilidade de localizar informações explícitas e fazer inferências básicas em textos que combinam linguagem verbal e não verbal. O objetivo é ter um diagnóstico da proficiência dos alunos na fase inicial da educação básica.

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Segundo o Inep, os resultados do levantamento são essenciais para que gestores públicos e pesquisadores da área de educação possam identificar os principais desafios. A partir desse diagnóstico, é possível desenvolver e aprimorar políticas públicas que sejam mais eficazes para garantir a alfabetização de todas as crianças na idade adequada em todo o país.

Confira as 10 cidades mineiras com os menores índices do ICA:

  1. Gurinhatã – 19%
  2. Jacinto – 26%
  3. Manga – 31%
  4. Chalé – 36%
  5. Barra Longa – 40%
  6. Marliéria – 40%
  7. Matias Cardoso – 40%
  8. Ladainha – 41%
  9. Cabeceira Grande – 42%
  10. Visconde do Rio Branco – 42%

A Secretaria de Estado de Educação foi contatada para comentar os dados, mas um posicionamento ainda é aguardado.

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