Zema aumentou o próprio salário em quase 300%

Advertisement

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou em uma publicação que pretende “levar essa cultura pro Brasil” de ser um político sem privilégios. A declaração contrasta com ações de seu último mandato, como um reajuste de 298% no próprio salário e o uso de benefícios que havia prometido extinguir, conforme informações do jornal O Tempo.

Em um vídeo divulgado em sua rede social, Zema apontou duas árvores no quintal de sua residência como seus “únicos privilégios como governador de Minas”. Na legenda da publicação, o político manifestou a intenção de “acabar com a farra dos intocáveis e mostrar que país nenhum funciona quando o governo é rico e o povo é pobre”.

Durante seu segundo mandato, em 2023, Zema sancionou um aumento de 298% para o seu próprio salário e para os de seus secretários. De acordo com o jornal O Tempo, o reajuste elevou seus vencimentos para R$ 41.845,49, tornando-o o segundo governador com maior salário no país na ocasião.

Na época, o ex-governador justificou a medida afirmando que os vencimentos estavam defasados e que estava perdendo membros do secretariado. Enquanto o reajuste para o alto escalão foi de quase 300%, os servidores públicos estaduais tiveram uma recomposição salarial de 4,62% no mesmo período, frente a uma inflação acumulada de 147,79% entre 2007 e 2023.

Advertisement

Uso de aeronaves e outros benefícios

O último ano completo de mandato também registrou um gasto de R$ 1,5 milhão com combustível de aviação para o gabinete do governador. O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) foi acionado por deputadas da oposição para apurar a possibilidade de uso de aeronaves oficiais em agendas com caráter eleitoral.

O uso de aeronaves do Estado contradiz uma promessa feita por Zema em 2018, quando criticou seu antecessor e se comprometeu a não utilizar o benefício. Dados do Portal da Transparência indicam que o ex-governador realizou 521 voos em aeronaves oficiais durante seu período no governo.

Ao final de seu governo, Zema também ampliou, por meio de decreto, o período em que ex-governadores e seus vices podem ter acesso a segurança custeada pelo estado. Na ocasião, o governo de Minas informou que a medida não criava novos benefícios nem geraria impacto orçamentário para os cofres públicos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *