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A primeira semana da Operação de Desintrusão na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, resultou em um prejuízo estimado em R$ 26 milhões para o garimpo ilegal na região. De acordo com o Governo Federal, a ação, realizada entre os dias 25 e 29 de março, destruiu equipamentos e estruturas usadas na extração irregular de ouro.
Durante o período, foram realizadas 126 ações operacionais e efetuadas 67 detenções, todas conduzidas à Polícia Federal sem confrontos. Quatorze pessoas seguem presas. Entre os materiais apreendidos ou inutilizados estão 4 mil litros de diesel, 76 motores, 40 geradores, 24 quilos de explosivos e nove escavadeiras.
Coordenação entre órgãos
A operação envolve diversos órgãos federais, como a Casa Civil, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ibama, Polícia Federal e Força Nacional. O objetivo é retomar o controle da área, retirar invasores e desarticular a logística do garimpo ilegal.
A Terra Indígena Sararé é habitada por cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Segundo o Censipam, dos 67 mil hectares do território, aproximadamente 4.200 já foram afetados pela atividade garimpeira irregular.
Plano de ação
O plano da operação, elaborado pelo Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas, prevê a retirada de não indígenas e a eliminação de estruturas ilegais. As ações seguem decisões judiciais e incluem operações aéreas, fluviais e terrestres.
A operação não tem prazo definido para encerramento e continuará até que todos os invasores sejam removidos e a segurança do território seja restabelecida.
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