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A revista Pihhy, produzida em parceria entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), reúne mais de 200 autores indígenas de mais de 70 povos do Brasil, Chile e México. A publicação está disponível no site do MinC.
De acordo com o Ministério da Cultura, a revista conta com 12 edições online, 10 minidocumentários e cerca de 29 livros e audiolivros. Os conteúdos abordam temas como sustentabilidade, saúde, conhecimento e justiça, com foco na diversidade cultural indígena.
A apresentação da Pihhy ocorreu durante o Seminário Cultura e Pensamento Indígenas, realizado em 10 de abril no Auditório do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, em Brasília. O evento integrou a programação do Acampamento Terra Livre, que marcou o “Abril Indígena”.
Participação de autores indígenas
O seminário reuniu escritores e artistas indígenas como Vangri Kaingang, Ana Maria Kariri, Mirna Kambeba e Naine Terena. Durante o evento, foram distribuídos kits de livros escritos por autores indígenas para professores, com o objetivo de disponibilizá-los em bibliotecas escolares.
Segundo Rafael Maximiniano, diretor de Educação e Formação Artística do MinC, a revista é resultado de uma construção coletiva. “Temos mais de 200 autores indígenas e um repositório virtual de áudios”, afirmou.
A pró-reitora de Extensão e Cultura da UFG, Adriana Régia Marques de Souza, destacou a importância da universidade como mediadora do projeto. “Toda essa sabedoria dos povos indígenas tem que existir”, disse.
Continuidade do projeto
Fabiano Piúba, secretário de Formação Artística e Cultural do MinC, anunciou a prorrogação da parceria com a UFG para novas edições da revista. Ele citou o conceito do verbo “espiritar”, aprendido com Ailton Krenak, como inspiração para o projeto.
Edilson Baniwa, diretor do Departamento de Línguas e Memórias Indígenas do Ministério dos Povos Indígenas, lembrou que o Brasil tem 391 povos indígenas e cerca de 274 línguas. “São 391 culturas diversas, com identidades e cosmologias próprias”, afirmou.
Tupã Mirim Yan Guarani, coordenador de Promoção das Culturas Indígenas do MinC, ressaltou o desafio de criar políticas públicas para povos de recente contato ou que não falam português. “Precisamos trazer o espírito das florestas para o sistema”, disse.
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