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Uma operação federal contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, causou prejuízos de R$ 42 milhões aos infratores em três semanas de ações. De acordo com a Casa Civil, as equipes inutilizaram maquinários, combustíveis e acampamentos usados na atividade ilegal.
Entre os dias 4 e 11 de abril, foram realizadas 144 ações, resultando na destruição de duas máquinas de grande porte, avaliadas em R$ 1 milhão cada. Também foram apreendidos 4.950 litros de óleo diesel, 42 acampamentos e 102 motores.
Segundo o governo, os agentes ainda inutilizaram 36 geradores, 150 litros de gasolina, 14.000 litros de diesel, 17 maquinários leves, 490 metros de mangueiras de sucção e 40 quilos de explosivos.
Operação sem data para terminar
Nilton Tubino, coordenador da operação, afirmou que mais de 290 motores, 125 geradores e 14 pás carregadeiras foram destruídos desde o início das ações, em 24 de março. Ele destacou que o trabalho continuará até a remoção total da atividade ilegal.
A Terra Indígena Sararé é habitada por cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. De acordo com o Censipam, órgão vinculado ao Ministério da Defesa, aproximadamente 4.200 hectares do território já foram afetados pelo garimpo ilegal.
A operação envolve o Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ministério da Defesa, Abin, AGU, Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, entre outros órgãos.
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