Famílias de Belo Horizonte interessadas em participar do Serviço Família Acolhedora têm até a próxima quinta-feira, 30 de novembro, para realizar suas inscrições. A iniciativa visa ampliar a rede de proteção para crianças e adolescentes que necessitam de acolhimento temporário por determinação judicial.
O serviço busca oferecer um ambiente familiar para crianças e adolescentes afastados de suas famílias de origem. O cadastro é destinado a moradores da capital que desejam proporcionar acolhimento provisório, sem finalidade de adoção.
Para participar, os interessados devem entrar em contato com a equipe do serviço pelos telefones (31) 3423-8618 e (31) 99970-9266. Também é possível enviar mensagens via WhatsApp para o segundo número ou e-mail para familiaacolhedora@pbh.gov.br.
As orientações detalhadas para inscrição estão disponíveis no Portal da PBH. Este recurso online oferece informações adicionais sobre o processo e os requisitos necessários para as famílias candidatas.
Entre os requisitos exigidos, de acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, estão morar na capital há pelo menos dois anos e não possuir antecedentes criminais. É fundamental também que haja a concordância de todos os integrantes da família para o acolhimento.
Os candidatos selecionados participam de um processo de formação e recebem acompanhamento técnico. Esta etapa é considerada necessária para o ingresso efetivo no serviço, garantindo a preparação das famílias acolhedoras.
O acolhimento familiar é uma medida de proteção para crianças e adolescentes que precisam deixar temporariamente o convívio com a família de origem. Isso ocorre em razão de situações de vulnerabilidade que demandam intervenção judicial.
Nesses casos, o serviço oferece a possibilidade de permanência em um lar temporário, com cuidado individualizado. A convivência familiar é proporcionada enquanto a situação da criança ou adolescente é acompanhada pela Justiça.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reconhece a importância desse tipo de atendimento. O ECA estabelece prioridade para o acolhimento em ambiente familiar, visando o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
A diretriz do ECA considera que vínculos afetivos e a convivência comunitária são fatores importantes. Estes elementos contribuem para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Em Belo Horizonte, o serviço é executado pela Providens, Ação Social Arquidiocesana, instituição parceira da PBH. Psicólogos e assistentes sociais acompanham as famílias e as crianças durante todo o período do acolhimento.
Este acompanhamento inclui visitas regulares, orientações específicas e monitoramento contínuo. O objetivo é assegurar o bem-estar da criança ou adolescente e o suporte adequado à família acolhedora.
Maior proteção social
Atualmente, Belo Horizonte possui 33 crianças e adolescentes acolhidos por meio do Serviço Família Acolhedora. Há 49 famílias habilitadas para realizar este tipo de atendimento na capital mineira.
O objetivo da iniciativa é oferecer suporte temporário até que seja possível o retorno à família de origem. Alternativamente, busca-se o encaminhamento para uma família substituta, conforme a definição judicial para cada caso.
