O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) acompanha a apuração de atos de racismo praticados por um torcedor argentino, de 28 anos, durante a partida entre Cruzeiro e Boca Juniors. O incidente ocorreu nesta terça-feira, 28 de abril, no Estádio Mineirão.
Após a identificação, o suspeito foi conduzido pela segurança do estádio. Foi lavrado o Auto de Prisão em Flagrante Delito (APFD) na 2ª Central Estadual de Plantão Digital. O MPMG acompanhará o inquérito e a análise das imagens registradas.
O racismo é considerado crime imprescritível e inafiançável. O Ministério Público afirma que atua para garantir que eventos esportivos sejam ambientes de respeito e dignidade humana, livres de manifestações de ódio.
Repúdio ao ato de racismo
O Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), por meio do Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), publicou uma nota de repúdio. A nota é referente ao episódio de racismo ocorrido no Estádio Mineirão.
A nota destaca que o ato discriminatório, que levou à prisão do torcedor argentino, reforça a necessidade de vigilância. Também ressalta a atuação das instituições para coibir práticas que atentam contra a dignidade humana e a convivência pacífica em espaços esportivos.
O GNCOVE e o MPMG acompanham o caso. Ambos reafirmam o compromisso de combater todas as formas de racismo, intolerância e discriminação, buscando evitar a repetição de situações semelhantes.
