O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) iniciou a segunda fase da Operação Blackout na manhã desta terça-feira, 5 de maio. A ação visa desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro de uma organização criminosa em Oliveira, no Centro-Oeste mineiro. Os crimes investigados incluem tráfico de drogas, embaraço à apuração de crimes, porte de arma de fogo e corrupção policial.
Cinco mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão de veículo estão sendo cumpridos durante esta fase da operação. De acordo com o MPMG, três novas denúncias foram oferecidas, envolvendo cinco pessoas e oito crimes.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Varginha e pela Promotoria de Justiça de Oliveira. A Polícia Militar atua em conjunto com o MPMG nesta ação.
Conforme o MPMG, “laranjas” eram utilizados pela organização criminosa para registrar bens móveis e imóveis. Estes indivíduos também eram usados para movimentar financeiramente o tráfico de drogas. O objetivo era ocultar a origem e a localização dos bens obtidos por meio de práticas criminosas.
Essa estratégia visava garantir a segurança dos lucros ilícitos e a continuidade das atividades da organização. A utilização de “laranjas” dificultava o rastreamento dos bens e do dinheiro, protegendo os envolvidos no esquema.
Relembre o caso
A primeira fase da Operação Blackout foi deflagrada em fevereiro deste ano. Naquela ocasião, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão. Além disso, 15 mandados de prisão preventiva foram executados.
A primeira fase também incluiu nove ordens judiciais de sequestro de bens. Foram emitidas 19 ordens de sequestro de dinheiro existente em contas correntes, visando bloquear recursos financeiros da organização criminosa.
