O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ipanema, e a Polícia Militar deflagraram a Operação Purgato em 9 de maio. A ação visou desarticular uma rede criminosa envolvida com tráfico de drogas e associação para o tráfico nos bairros Bela Vista e Vila Vicentina, em Ipanema, no Vale do Rio Doce.
As ordens judiciais, solicitadas pelo MPMG e deferidas pelo Poder Judiciário, focaram na interrupção das atividades de sete núcleos criminosos. Estes grupos atuavam de forma integrada para controlar a venda de entorpecentes na região, conforme as investigações.
Foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão domiciliar. Houve também a determinação de apreensão de um veículo e a quebra de sigilo de dados. No total, 18 pessoas foram presas no sábado da operação, algumas em flagrante.
Outras três prisões haviam ocorrido durante o curso das investigações que antecederam a Operação Purgato. A execução da operação contou com apoio especializado de diversas unidades, conforme informações do MPMG.
O Comando de Aviação do Estado de Minas Gerais (COMAVE), por meio da 5ª BRAVE (Governador Valadares), prestou suporte. A equipe de Rondas Ostensivas com Cães (ROCCA) do 11º BPM (Manhuaçu) e militares do 62º BPM (Caratinga) também participaram da ação.
A operação é resultado de dois meses de investigação, conduzidos no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC). As diligências indicaram que famílias se uniram em um consórcio criminoso.
Este consórcio apresentava estrutura hierarquizada e divisão de tarefas, organizando uma rede de distribuição e revenda de drogas na cidade de Ipanema. As investigações detalharam a atuação dos grupos.
Ligação com o “Novo Cangaço”
Entre os alvos da operação estão dois investigados associados à prática do “Novo Cangaço”. Esta modalidade criminosa é caracterizada por ataques violentos e organizados a instituições financeiras, segundo o MPMG.
Ambos os indivíduos já haviam sido presos juntos no Rio de Janeiro. Na ocasião, transportavam 27 bananas de dinamite, um rolo de fio e R$ 15 mil em espécie, em um veículo com placa de Minas Gerais.
O nome “Purgato” faz referência à ideia de “purificação”. Simboliza a necessidade de restabelecer a ordem pública nas comunidades impactadas pela criminalidade, conforme explicação do Ministério Público.
Segundo o promotor de Justiça Rodrigo Menezes Cerqueira Santos, a ação representa uma mudança na estratégia de enfrentamento ao crime organizado em Ipanema. Ele destacou a integração entre forças de segurança.
O promotor também mencionou a importância das ações de inteligência e da presença ostensiva nos territórios como pilares da operação. A iniciativa busca fortalecer a segurança na região.
