Como identificar e evitar o golpe do falso emprego

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu um alerta sobre o “golpe do falso emprego”, uma fraude que visa roubar dados pessoais e financeiros de profissionais em busca de recolocação. De acordo com o jornal O Tempo, os criminosos se passam por recrutadores e utilizam ofertas de vagas com salários atrativos e poucas exigências para enganar as vítimas e solicitar transferências ou informações sigilosas.

Os golpistas monitoram pessoas que procuram oportunidades no mercado de trabalho e realizam as abordagens por meio do WhatsApp, e-mail ou redes sociais. As propostas fraudulentas costumam prometer remunerações acima da média de mercado, com processos seletivos simplificados e poucas qualificações exigidas, tornando a oferta aparentemente vantajosa para quem busca uma nova posição profissional ou está desempregado.

Após o contato inicial, os fraudadores começam a fazer solicitações financeiras ou a pedir dados das vítimas. Entre as táticas estão a cobrança por supostos cursos obrigatórios, o pagamento de exames médicos admissionais e o envio de documentos pessoais e bancários. Segundo a Febraban, essas informações podem ser utilizadas posteriormente para a prática de outros crimes financeiros em nome da vítima.

Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da entidade, orienta que os candidatos verifiquem a procedência das ofertas antes de compartilhar qualquer informação. “Ao receber uma proposta de emprego por canais digitais, o primeiro passo deve ser a confirmação da procedência. Verifique a idoneidade da empresa e utilize o LinkedIn ou sites oficiais para atestar a veracidade da oferta antes de compartilhar qualquer dado ou iniciar uma conversa”, afirma.

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O executivo também chama a atenção para pedidos de envio de documentos e assinaturas digitais durante os supostos processos seletivos. “Este tipo de demanda é para roubar documentos e dados pessoais e financeiros das vítimas para que posteriormente os bandidos possam praticar crimes”, destaca Mielle, reforçando o risco de fornecer informações sensíveis sem a devida confirmação da legitimidade da vaga e da empresa.

Dicas para evitar o golpe do falso emprego

A Febraban listou cinco orientações para evitar cair nesse tipo de fraude:

  • Validar a abordagem recebida por e-mail ou WhatsApp, verificando se o domínio do e-mail é corporativo e se o perfil do recrutador possui conexões reais;
  • Desconfiar de promessas de salários muito acima da média para funções com pouca exigência de experiência;
  • Buscar a vaga diretamente nos canais oficiais da empresa, como site institucional ou LinkedIn;
  • Não realizar pagamentos para participar de processos seletivos, exames admissionais ou cursos obrigatórios;
  • Evitar compartilhar documentos pessoais, dados bancários ou realizar assinaturas digitais antes de confirmar a autenticidade da empresa e passar por entrevistas.

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