Projeto da Unifal-MG transforma óleo de cozinha usado em sabão

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O projeto de extensão “Sabão Ecológico – EcoBom: Transformando resíduos em soluções” da UNIFAL-MG utiliza o reaproveitamento do óleo de cozinha usado para a produção de barras de sabão. Esta iniciativa envolve a comunidade acadêmica e externa.

Estudantes do PET Biologia com o professor Sandro Barbosa, durante o primeiro curso interno para produção de sabão. (Foto: Arquivo/PET Biologia)

O projeto foi idealizado por Luanna da Silva Vieira, Ana Carolina Blasco, Anelise Vieira Rosa Fernandes da Silva e Matheus Lambert Pereira, estudantes de Ciências Biológicas (Bacharelado). A coordenação é do professor Sandro Barbosa, do Instituto de Ciências da Natureza (ICN), e é desenvolvido pelos integrantes do PET Biologia.

Luanna Vieira explica que o projeto surgiu para reduzir o descarte inadequado do óleo de cozinha e aumentar a conscientização sobre sustentabilidade. A iniciativa busca oferecer uma alternativa para o resíduo.

“Muitas pessoas não sabem qual é o destino correto deste resíduo. Diante dessa realidade, surgiu a proposta do projeto Sabão EcoBom, propondo uma alternativa caseira já conhecida e utilizada por alguns membros do grupo, o que contribuiu para tornar a iniciativa mais acessível e prática”, afirma a petiana.

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Ana Carolina Blasco, acadêmica, complementa que o descarte incorreto do óleo de cozinha impacta o meio ambiente e a saúde pública. “Quando jogado na pia, no solo ou no lixo comum, o óleo pode contaminar a água, impermeabilizar o solo e prejudicar rios e lagos, formando uma camada que dificulta a entrada de oxigênio e afeta a vida aquática”, pontua.

Anelise Silva acrescenta que “O óleo também provoca entupimentos nas redes de esgoto e aumenta os custos de manutenção e tratamento da água”.

O projeto coleta e reaproveita o óleo como alternativa sustentável, contribuindo para a conscientização ambiental. A ação visa reduzir os impactos do descarte incorreto. A coordenação dessas atividades é realizada pelos petianos Luanna Vieira e Matheus Lambert.

Coleta de óleo e troca por sabão

O principal ecoponto do projeto está localizado na sede da UNIFAL-MG, em frente ao prédio V e abaixo do prédio R. Este local, de grande circulação, permite que a comunidade entregue o óleo usado de forma acessível.

A produção do sabão ecológico é realizada, em média, uma vez por mês, em um laboratório da Universidade. (Foto: Arquivo/PET Biologia)

Os doadores registram nome e telefone para que a equipe controle as doações e organize a distribuição de barras de sabão. A quantidade de sabão distribuída é proporcional ao volume de óleo doado.

Matheus Lambert informa que “A produção do sabão ecológico é realizada, em média, uma vez por mês, dependendo da demanda arrecadada”. Ele detalha que as atividades ocorrem em um laboratório da Universidade, com produções de duas a quatro receitas por ciclo, resultando em 80 a 160 barras de sabão.

A distribuição segue a proporção de duas barras de sabão para cada litro de óleo doado. Além dos doadores, parte da produção é entregue à população através da ação “PET na Feira”, em feiras da área central e do bairro Pinheirinho.

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Nesses eventos, a equipe distribui sabão, a receita de fabricação e informações de contato. O objetivo é incentivar a replicação da iniciativa em casa. Matheus Lambert enfatiza a intenção de ampliar a visibilidade do projeto.

“Pretendemos, em um futuro próximo, estabelecer outros pontos de coleta na sede da UNIFAL-MG, na Unidade Santa Clara e entre outros locais pela cidade, visando aumentar a visibilidade do projeto para que o descarte do óleo seja cada vez mais adequado”, afirma Matheus Lambert.

Cada ciclo de produção rende entre 80 e 160 barras de sabão, dependendo do volume de óleo arrecadado. (Fotos: Arquivo/PET Biologia)

Universidade e comunidade mais próximas

Além da distribuição aos doadores, parte da produção chega à população por meio da ação “PET na Feira”, realizada nas feiras da área central da cidade e do bairro Pinheirinho. (Foto: Arquivo/PET Biologia)

Os integrantes do PET Biologia consideram que o projeto vai além da reciclagem. A iniciativa aproxima a Universidade da comunidade, permitindo que o conhecimento acadêmico gere impactos na sociedade.

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Matheus Lambert reflete que “Mais do que desenvolver pesquisas e atividades internas, a Universidade também possui a responsabilidade social de promover ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população e para a conscientização coletiva sobre questões ambientais e sociais”.

O petiano também comenta que a participação direta da comunidade transforma o problema do descarte incorreto. A população se torna ativa na iniciativa, doando óleo e participando do ciclo de reciclagem.

“A população deixa de ser apenas espectadora e passa a atuar como parte ativa da iniciativa, contribuindo com as doações de óleo e participando do ciclo de reciclagem desse resíduo, transformando-o em um produto útil, como o sabão ecológico”, afirma.

Luanna Vieira conclui que as ações extensionistas contribuem para a formação dos universitários. “As ações extensionistas proporcionam para nós, estudantes, experiências formativas importantes, desenvolvendo responsabilidade social, trabalho em equipe e compromisso com a comunidade”.

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Interessados em participar podem levar o óleo coado e armazenado em garrafa fechada ao ecoponto em frente ao prédio V da sede da UNIFAL-MG.

As atividades do PET Biologia podem ser acompanhadas pelo perfil no Instagram, neste link.

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