Belo Horizonte celebra os 83 anos de inauguração do Conjunto Moderno da Pampulha, ocorrida em 16 de maio de 1943. A data antecede a comemoração dos 10 anos do reconhecimento do conjunto como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, título concedido em 17 de julho de 2016.
Em meio a essas datas, a Belotur divulgou uma pesquisa sobre o perfil, hábitos e percepções dos visitantes da Pampulha. O estudo foi realizado pelo Observatório do Turismo de Belo Horizonte, que monitora a atividade turística da capital.
A pesquisa foi feita com 800 entrevistados, apresentando 95% de nível de confiança e margem de erro de 3 pontos percentuais. Os resultados indicam que a Pampulha atrai um público diversificado.
A média de permanência dos visitantes em Belo Horizonte é de quatro noites e meia. A maioria dos turistas se hospeda em hotéis ou flats (61,1%), seguida por imóveis alugados (12,9%) e casas de amigos e parentes (13,4%).
Entre os visitantes da Pampulha, 39,5% são de Minas Gerais. Turistas de outros estados incluem São Paulo (18,9%), Rio de Janeiro (9,6%) e Espírito Santo (5,1%).
A pesquisa aponta que 60,1% dos visitantes têm entre 31 e 50 anos, e 27,4% estão na faixa etária de 18 a 30 anos. Os turistas possuem alto nível de escolaridade: 43,4% têm ensino superior completo e 24,3% pós-graduação.
Além disso, 50,7% dos turistas declararam receber mais de cinco salários mínimos mensais, sendo que 18,9% possuem renda superior a dez salários mínimos. O lazer é o principal motivo das viagens para Belo Horizonte, citado por 64,1% dos entrevistados.
Outros 18,9% afirmaram ter vindo à cidade para congressos, feiras, trabalho ou negócios. Isso demonstra a relevância do turismo de eventos para a capital mineira.
Atrativos da Pampulha
Entre os atrativos mais visitados na região da Pampulha estão o Santuário São Francisco de Assis, conhecido como Igrejinha da Pampulha, com 28,2% das citações. O Mineirão aparece em seguida com 13,5%.
A Casa do Baile registrou 11,5% das menções, enquanto o Museu Casa Kubitschek e a orla da Lagoa da Pampulha tiveram 11,2% cada. A Pampulha também serve como porta de entrada para outros roteiros turísticos da capital.
De acordo com o levantamento, 79,9% dos visitantes da Pampulha afirmaram visitar outros pontos turísticos de Belo Horizonte. Os principais são o Mercado Central (23,6%), a Praça da Liberdade (20,1%), os museus do Circuito Liberdade (14,8%) e o Mercado Novo (7,5%).
O reconhecimento internacional da Pampulha impacta a atividade turística. Mais da metade dos turistas (53,6%) sabia que o Conjunto Moderno da Pampulha é Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Além disso, 43,58% dos entrevistados disseram que o título influenciou a decisão de visitar a região. Este dado indica a relevância simbólica e turística desse reconhecimento para Belo Horizonte.
A avaliação geral da experiência na Pampulha foi positiva. Em uma escala de 0 a 10, a sensação de segurança obteve nota média de 9,1, os atrativos turísticos 9,0 e a limpeza pública 8,4.
O ticket médio da viagem dos turistas entrevistados foi de R$ 1.702,13. O gasto médio específico na Pampulha atingiu R$ 183,23, contribuindo para a economia local.
A navegação turística na Lagoa da Pampulha, retomada pela Prefeitura de Belo Horizonte em dezembro de 2025, é um dos projetos de promoção turística. A iniciativa realizou aproximadamente 200 viagens gratuitas, atendendo mais de 5 mil passageiros.
A média de satisfação da navegação foi de 9,9. A pesquisa mostra que 66,8% dos entrevistados estão dispostos a realizar passeios ou utilizar serviços de transporte aquáticos na região.
Belo Horizonte tem ampliado a oferta de atrações gratuitas, incluindo visitas aos equipamentos culturais da Pampulha e roteiros a pé. Todas as atividades gratuitas podem ser acessadas pelo Portal Belo Horizonte.
O Centro de Atendimento ao Turista Álvaro Hardy (CAT Veveco), localizado na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855, no bairro São Luís, oferece informações turísticas. O CAT funciona de terça a domingo, das 8h às 17h.
O CAT Veveco também é ponto de embarque para os passeios gratuitos do Capivarã. O Conjunto Moderno da Pampulha inclui o Santuário São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube, o Museu de Arte da Pampulha e o Museu Casa Kubitschek.
Concebido durante a gestão de Juscelino Kubitschek, o projeto reuniu Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, Cândido Portinari e Alfredo Ceschiatti. As formas curvas e soluções arquitetônicas inovadoras marcaram o modernismo no Brasil.
A pesquisa completa está disponível no site da Prefeitura de Belo Horizonte.
