O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Mesquita, apresentou denúncia contra um homem de 36 anos. A denúncia, realizada em 19 de maio, refere-se ao feminicídio de sua ex-companheira, de 19 anos, desaparecida desde 2017 na região do Vale do Rio Doce.
Um segundo homem, de 55 anos, também foi denunciado no mesmo processo. Ele é acusado de intimidar testemunhas e agentes públicos. A ação de intimidação teria como objetivo dificultar as investigações relacionadas ao desaparecimento da jovem.
De acordo com a denúncia do MPMG, a vítima e o principal acusado mantiveram um relacionamento de cinco anos. Este período foi caracterizado por episódios de violência doméstica. O crime ocorreu após um encontro em Ipatinga.
Durante o retorno para Mesquita, a jovem foi agredida até a morte. O corpo da vítima ainda não foi localizado. O MPMG sustenta que o crime foi motivado por sentimento de posse e insatisfação do agressor com a autonomia da vítima.
A investigação aponta que, após um dos episódios de agressão física, a jovem fugiu para Goiás. Lá, ela relatou a violência a familiares e amigos por meio de mensagens. Testemunhas também descreveram diversos episódios anteriores de violência contra a vítima.
Esses relatos incluem situações de estrangulamento e espancamentos. O MPMG requereu a pronúncia dos envolvidos para que sejam julgados pelo Tribunal do Júri. A solicitação visa garantir o prosseguimento do processo judicial.
Foi solicitada a fixação de uma indenização mínima de R$ 200 mil em favor dos familiares da vítima. Além disso, o MPMG pediu uma medida cautelar. Esta medida proíbe os denunciados de manterem contato com as testemunhas do caso.
Por se tratar de crime hediondo, o processo tramita com prioridade legal. Esta classificação garante celeridade na análise e julgamento do caso, conforme previsto na legislação brasileira.
