Anatel avalia competição e conectividade no Painel Telebrasil 2026

Advertisement

“`

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) participou do Painel Telebrasil Summit 2026 nesta quarta-feira (20/5), discutindo desafios do setor, como concorrência e conectividade universal. O evento reuniu representantes de instituições públicas e privadas para debater infraestrutura e regulação.

De acordo com a Anatel, o presidente Carlos Baigorri abordou a conectividade satelital direta a dispositivos móveis (direct-to-device), tecnologia em estudo para o mercado brasileiro. “Precisamos entender seu impacto regulatório e minimizar riscos de abuso de poder de mercado”, afirmou Baigorri.

O presidente destacou que a conexão via satélite deve complementar as redes existentes, especialmente em ambientes fechados. Ele também enfatizou seu papel na inclusão digital de áreas remotas e a necessidade de consensos internacionais sobre uso de espectro e órbita.

Advertisement

“É um futuro tecnológico que exige preparação. A Anatel busca viabilizar essa tecnologia no Brasil, garantindo que países do Sul Global participem ativamente dessa revolução digital”, complementou Baigorri.

Regulação e investimentos na América Latina

O conselheiro Octavio Pieranti discutiu as perspectivas regulatórias na região, destacando a importância de soluções homogêneas que considerem diversidades locais. “A América Latina tem potencial para atrair investidores capazes de melhorar serviços e políticas públicas”, afirmou.

O conselheiro Nilo Pasquali participou de debate sobre sustentabilidade econômica na conectividade, abordando a relação entre telecomunicações e atores digitais. “Surgiu um novo ecossistema com agentes não tradicionais sob regulações distintas ou inexistentes”, observou.

Desafios em cibersegurança

O superintendente-executivo Gustavo Borges destacou os riscos cibernéticos decorrentes da digitalização. “A dependência do ecossistema digital traz vulnerabilidades como ataques, roubo de dados e interrupção de serviços”, alertou.

Advertisement

Borges citou exemplos em saúde e agronegócio, com processos migrando para a nuvem. Ele integra o Comitê Nacional de Cibersegurança e defendeu maior coordenação nessa área, sugerindo papel potencial para a Anatel, dada sua experiência em infraestrutura crítica.

Uso do espectro radioelétrico

O superintendente Vinicius Caram discutiu o planejamento do espectro para tecnologias como 6G, Wi-Fi 7 e TV 3.0. “É um insumo público essencial, e o Prisma auxilia no desenvolvimento setorial, oferecendo previsibilidade para investimentos”, explicou.

O Prisma (Planejamento de Radiofrequência para Inclusão, Sustentabilidade, Modernização e Acesso) serve como referência regulatória, embora não estabeleça cronogramas obrigatórios para leilões de radiofrequências.

“`

Advertisement

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *