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O Encontro Cultura Viva Educativa, realizado nesta quarta-feira (20) durante a 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, em Aracruz (ES), discutiu iniciativas de ensino, pesquisa e extensão ligadas a políticas culturais de base comunitária. O evento, organizado pelo Ministério da Cultura e pelo programa IberCultura Viva, destacou a conexão entre saberes populares e acadêmicos.
A primeira mesa, “Cooperação Internacional da Cultura Viva Educativa”, mediada por Giselle Dupin, do MinC, abordou experiências de articulação entre redes e iniciativas comunitárias em países ibero-americanos. Diego Benhabib, do IberCultura Viva, apresentou os resultados de uma pesquisa sobre políticas culturais nos 14 países membros do programa.
De acordo com Benhabib, o IberCultura Viva tem fortalecido o diálogo com organizações sociais e contribuído para a formação de gestores públicos. O programa também desenvolveu um curso de pós-graduação em parceria com a Flacso-Argentina e criou a Rede Educativa IberCultura Viva, que reúne 22 instituições de sete países.
Pós-graduação e rede educativa
Joe Gimenez, da Bioescuela Popular El Cántaro, no Paraguai, destacou a diversidade das organizações da rede e a importância da troca horizontal de conhecimentos. Franco Rizzi, coordenador da pós-graduação, afirmou que o curso teve 954 bolsistas em oito anos, com demanda crescente.
Alexandre Santini, da Fundação Casa de Rui Barbosa, encerrou a mesa ressaltando a influência da Cultura Viva na América Latina. Ele mencionou o Seminário Cultura Viva Comunitária, que teve sua primeira edição no México em 2025 e ocorre novamente na Teia.
Direitos Culturais e Valorização de Saberes
A segunda mesa discutiu a valorização de mestres e saberes tradicionais, com participação de representantes do Brasil, Argentina e Espanha. Tião Soares, do MinC, defendeu a inclusão desses conhecimentos nas grades curriculares e destacou a Política Nacional de Culturas Tradicionais e Populares, instituída por decreto presidencial.
Patricia Dornelles, da UFRJ, e Eduardo Balán, da agrupação El Culebrón Timbal, também participaram do debate, que reforçou a necessidade de políticas de reconhecimento e cuidado com detentores de saberes tradicionais.
Pesquisa e Monitoramento
A terceira mesa abordou metodologias de avaliação das políticas culturais, com foco na produção de dados comprometidos com os territórios. Luana Vilutis, da UFBA, apresentou o Diagnóstico Econômico da Cultura Viva, que coletou dados de 2.424 pontos e pontões de cultura em todo o Brasil.
Os resultados mostram que a rede realiza 80 mil atividades gratuitas por mês, alcançando 3 milhões de pessoas. O Consórcio Universitário Cultura Viva também lançou o livro “ABC Cultura Viva”, com verbetes e conceitos sobre a política cultural.
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo do Espírito Santo, Prefeitura de Aracruz e Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, com apoio de instituições como Ifes, Sesc, Unesco e IberCultura Viva.
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