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O debate sobre democratização do audiovisual e diversidade na produção brasileira marcou a mesa “Audiovisual em Teia: projetando um Brasil diverso nas telas”, realizada na tarde desta sexta-feira (22) durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Participaram representantes do Ministério da Cultura, gestores culturais e Pontos de Cultura.
De acordo com o Ministério da Cultura, o objetivo foi integrar o setor audiovisual à Política Nacional Cultura Viva, destacando o papel dos Pontos e Pontões de Cultura como espaços de produção, exibição e circulação de narrativas fora dos grandes centros urbanos.
A secretária Márcia Rollemberg destacou a importância do audiovisual a partir dos territórios. “A cultura é lugar de localizar pessoas e saberes. Temos que saber usar o audiovisual para humanizar a sociedade”, afirmou.
João Pontes citou o potencial de cerca de três mil Pontos de Cultura identificados como possíveis espaços de exibição. “Eu achava que o audiovisual tinha um poder de debater, gerar discussões, mover ideias e gerar política”, disse.
Diversidade e acesso às telas
A secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, questionou a representatividade no setor. “O Brasil produz muito no audiovisual, mas quais Brasis estão chegando na tela? Como a população se vê nesse audiovisual?”, provocou. Ela citou iniciativas em andamento, como o mapeamento de salas de cinema no país.
Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa, falou sobre a necessidade de melhorar as condições de trabalho no setor cultural. Segundo ela, é preciso criar novas fontes de financiamento para que profissionais possam viver “na e da cultura”.
Audiovisual nos Pontos
Representantes de Pontos de Cultura apresentaram experiências locais. Alba Dutra, do Ponto de Cultura Folias da Cultura, mostrou o documentário “Fios da Memória”, que registra cultura popular. “Trazemos nossa matéria-prima, que é a cultura popular, muito importante para a memória da cidade”, explicou.
Hipólito Lucena, do Ponto de Cultura Ypuarana, apresentou a metodologia “cinema instantâneo”, que já resultou em 32 curtas e seis longas em cidades do interior. Cesar Piva, do Instituto Fábrica do Futuro, destacou duas décadas de formação audiovisual em Cataguases (MG).
Rede Exibidora Tela Brasil orienta Pontos e Pontões
Uma oficina sobre a Rede Exibidora Plataforma Tela Brasil orientou participantes sobre cadastro, acervo disponível e critérios para exibição de filmes. A proposta é ampliar o acesso gratuito ao cinema brasileiro em espaços comunitários.
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, povos tradicionais e gestores públicos de todas as regiões do Brasil. O evento é realizado pelo Ministério da Cultura em parceria com governo do Espírito Santo, prefeitura de Aracruz e outras instituições.
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