**Laboratório Nômade debate soberania digital e inteligência artificial na Teia Nacional dos Pontos de Cultura**
O Ministério da Cultura (MinC) promoveu, no último sábado (23), um debate sobre soberania digital, democracia cultural e inteligência artificial durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). O encontro reuniu pesquisadores, gestores e integrantes do Laboratório Nômade, uma rede internacional focada em políticas culturais na América Latina e Península Ibérica.
Alexandre Santini, presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao MinC, destacou a importância da Cultura Viva como modelo de participação social. Segundo ele, o Laboratório Nômade integra um movimento continental pela construção de uma Escola Latino-Americana de Políticas Culturais, baseada em experiências comunitárias e cooperação regional.
O debate abordou os desafios impostos pelas plataformas digitais, como desinformação e desigualdades tecnológicas. Santini afirmou que a soberania digital deve considerar quem produz narrativas e como comunidades preservam suas memórias no ambiente online.
A pesquisadora Ivana Bentes, da ECO-UFRJ, ressaltou que a cultura digital é central na produção cultural atual. Ela citou experiências de Pontos de Cultura que trabalham com rádios comunitárias, audiovisual e softwares livres como formas de autonomia tecnológica.
Durante o evento, foi apresentado o Manifesto do Laboratório Nômade, elaborado no contexto da conferência Mondiacult 2025 da Unesco. O documento discute democracia cultural, colonialismo digital e soberania tecnológica.
A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura conta com participação de agentes culturais, povos tradicionais e gestores públicos de todo o Brasil. O evento é realizado em parceria com o Governo do Espírito Santo, Prefeitura de Aracruz, Sesc, Unesco e IberCultura Viva.
