Professor é preso por enviar conteúdo impróprio a menor de 13 anos em BH

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De acordo com o boletim de ocorrência, divulgado pelo jornal O Tempo, a mãe do adolescente encontrou as conversas no WhatsApp. O homem enviava imagens nuas e sugeria encontros com o garoto. Desconfiada, a mulher começou a se passar pelo filho para continuar a interação com o suspeito e entender suas intenções, reunindo informações para a denúncia.

Durante a conversa simulada, o professor marcou um encontro próximo à casa do adolescente, informando que enviaria um carro de aplicativo para buscá-lo. Com o apoio do serviço de inteligência da PM, os militares monitoraram a corrida e abordaram o veículo. O motorista, após apresentar versões contraditórias, forneceu o endereço final da viagem solicitado pelo suspeito.

As equipes policiais seguiram para o imóvel indicado e localizaram o suspeito. Segundo a PM, ao perceber a chegada dos agentes, ele tentou correr para dentro da casa, mas foi alcançado e detido. Na residência do homem, a polícia apreendeu materiais que, segundo o registro, “podem ter relação com o caso” e que serão analisados durante a investigação.

O registro policial detalha que o suspeito perguntava se apenas o adolescente tinha acesso ao celular e, em seguida, enviava fotos íntimas. Ele também pedia que o menino mandasse imagens nu “de frente e de costas” e fazia comentários de cunho sexual, como perguntar se o adolescente era virgem, conforme consta no boletim da ocorrência.

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Em uma das mensagens, segundo a PM, ele dizia estar “louco para beijar o pescoço” do garoto. O adolescente relatou aos policiais que o professor frequentemente lhe dava chocolates após as aulas e pedia que não comentasse com ninguém. O motorista de aplicativo foi ouvido e liberado, enquanto o suspeito foi levado à delegacia.

A Prefeitura de Belo Horizonte foi procurada para comentar o caso, mas ainda não houve retorno até a publicação desta matéria. A vítima não acompanhou o registro da ocorrência por estar psicologicamente abalada, conforme informado pela Polícia Militar. O professor foi encaminhado à delegacia acompanhado de advogados para os procedimentos legais cabíveis.

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