Foto: Guilherme Bergamini / ALMG
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Empresa notificada sobre suspensão de contrato com o governo de Minas após denúncias

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A empresa Fazer Educação informou ter suspendido seu contrato com o governo de Minas Gerais no último dia 18 de maio. A decisão ocorreu após uma notificação da Secretaria de Estado da Fazenda (SEE-MG) e em meio a uma denúncia que resultou na exoneração do secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, em abril. Em nota, a empresa afirmou que permanece à disposição das autoridades para esclarecimentos.

Após a exoneração do secretário, a Controladoria-Geral do Estado (CGE) passou a apurar as denúncias. Conforme noticiado pelo jornal O Tempo, a controladora-geral, Marcela Oliveira Ferreira Dias, foi convocada por deputados estaduais na última quarta-feira (27) para detalhar a investigação sobre o contrato de R$ 348 milhões, destinado à aquisição de materiais didáticos para escolas da rede estadual de ensino.

Segundo a controladora, a denúncia foi feita anonimamente por um servidor público em 16 de dezembro de 2025, o que deu início a uma apuração preliminar. Um primeiro relatório foi emitido em 9 de janeiro, indicando a necessidade de aprofundamento. A CGE então iniciou análises técnicas do contrato, apresentando um novo relatório preliminar em 27 de abril, data da exoneração de Rossieli Soares.

“São relatórios preliminares, não conclusivos. Até então, foram levantamentos de informação. A investigação ainda está em curso, não foi concluída. Por isso, falar sobre o mérito alteraria e poderia atrapalhar essas investigações”, informou Marcela aos deputados da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia.

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Denúncias e Histórico da Empresa

O mesmo contrato foi alvo de denúncia apresentada em março pela deputada Beatriz Cerqueira (PT) ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). A parlamentar apontou supostas irregularidades e uma suspeita de “compra orientada”, sem licitação, para favorecer a empresa, que já teria sido contratada por Rossieli quando ele era secretário de Educação no Pará.

Uma reportagem de O Tempo revelou que a Fazer Educação também foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul em 2022. A ação investigava um esquema de fraude na Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre, envolvendo a mesma empresa contratada pelo governo de Minas. Este fato adiciona mais um elemento ao histórico da companhia em contratos com o poder público.

A controladora-geral do Estado estimou um prazo de 60 dias para a conclusão das investigações em andamento. Marcela Dias afirmou que, seguindo a praxe do órgão, a documentação do caso já foi encaminhada para a análise da Polícia Civil e do TCE-MG, para que ambos os órgãos possam tomar as medidas cabíveis dentro de suas respectivas competências de fiscalização e investigação.

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