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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) apresentou, nesta segunda-feira (8), as ações que contribuíram para a redução da fome no Brasil, com ênfase na governança e integração de políticas públicas. A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity, participou do workshop “Governança para Segurança Alimentar e Nutricional (SAN): Desafios na América Latina e no Caribe”, promovido pela FAO.
De acordo com o MDS, o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), criado em 2006, foi fundamental para articular políticas públicas entre governos federal, estaduais, municipais e a sociedade civil. O sistema completa 20 anos em 2026 e tem como objetivo garantir o direito humano à alimentação adequada.
Valéria Burity destacou que, desde 2023, o governo retomou as principais instâncias do Sisan, como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). Além disso, foram realizadas conferências nacionais para fortalecer as políticas de combate à fome.
Planos e resultados
Foram elaborados o Plano Brasil Sem Fome e o III Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) para enfrentar as causas estruturais da fome. Segundo a secretária, o Brasil reduziu de 33 milhões para cerca de 6 milhões o número de pessoas em situação de fome nos últimos dois anos.
“Reduzimos a fome em lares chefiados por mulheres, na população negra, no meio rural e entre crianças e adolescentes. Também aumentamos o acesso à alimentação saudável”, afirmou Valéria Burity. Ela ressaltou que a segurança alimentar deve permanecer como prioridade, mesmo após a saída do Brasil do Mapa da Fome.
O Protocolo Brasil Sem Fome foi criado para identificar e atender diretamente pessoas em situação de fome, com foco nos territórios mais vulneráveis. A estratégia integra o SUS, o SUAS e o Sisan para monitoramento contínuo de famílias em risco.
Evento internacional
O workshop da FAO ocorre paralelamente à 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional +2. O objetivo é debater a governança em SAN na América Latina e no Caribe, com participação de representantes do Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Paraguai, Peru e República Dominicana.
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