A coordenadora do Cemaden Educação, Rachel Trajber, participou do Painel 1, sobre a convergência entre diferentes saberes e políticas na construção de territórios resilientes.Grupo de trabalho 1 contou com a contribuição de Rejane Lucena (tecnologista do Cemaden) na coordenação e abordou discussões relativas a protocolos para deslizamentos de terra.Com a participação de Allan Iwama (pesquisador do Cemaden) e Priscilla Françoso (pesquisadora colaboradora do Cemaden Educação) na coordenação, o GT 2 tratou de desastres associados a alagamentos, enxurradas e inundações.Dedicado ao desenvolvimento de protocolos para altas temperaturas e ondas de calos, o GT 5 foi coordenado por Christopher Cunningham, Demerval Gomes (do Cemaden) e Carolina Esteves (pesquisadora colaboradora do Cemaden Educação).
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Cemaden Educação desenvolve protocolos para eventos extremos

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O programa Cemaden Educação participou, nos dias 2 e 3 de junho, do encontro “Protocolos e Práticas para a Educação Socioambiental em Cenários de Eventos Extremos”. O evento marcou a inauguração do Centro de Educação e Cooperação Socioambiental do Estado de São Paulo (CECSA-SP) e integrou a agenda do Junho Verde, em celebração ao Dia Nacional da Educação Ambiental.

De acordo com o Cemaden, o encontro foi organizado pelo CECSA, Ministério do Meio Ambiente, Universidade Zumbi dos Palmares e Instituto Allma, com apoio do Sesc São Paulo, Ibama e Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de São Paulo. As atividades ocorreram na Universidade Zumbi dos Palmares e no Sesc 24 de Maio.

O Cemaden Educação foi responsável pela curadoria técnico-científica e orientação metodológica das atividades. A coordenadora do programa, Rachel Trajber, participou do painel “A atuação institucional: experiências no enfrentamento climático”, discutindo a integração entre monitoramento científico, saberes tradicionais e políticas de preservação.

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Grupos de trabalho e protocolos

No primeiro dia, cinco grupos de trabalho discutiram protocolos de prevenção baseados no Sistema de Alerta Centrado na Educação. As discussões abordaram três âmbitos da educação ambiental (escola, comunidade e gestão) e três momentos (antes, durante e depois dos eventos extremos).

O GT 1 focou em deslizamentos de terra, propondo mapeamento participativo, criação de núcleos de proteção e redes de observação comunitária. Após os eventos, destacou-se a importância do registro de memórias e fortalecimento da cultura de prevenção.

O GT 2 tratou de alagamentos e inundações, sugerindo mapeamento de áreas de risco, rotas de fuga e comunicação clara com as populações afetadas. O grupo também recomendou o registro e acompanhamento de pessoas atingidas.

Para incêndios (GT 3), foram propostos Planos de Manejo Integrado do Fogo, formação de brigadistas e monitoramento contínuo. Após as ocorrências, o grupo sugeriu restauração ambiental e apoio psicológico aos afetados.

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O GT 4, sobre secas, destacou a necessidade de monitorar indicadores naturais e manter nascentes. O grupo reforçou a importância de comunicação acessível e inclusão de populações vulneráveis no processo.

O GT 5 discutiu ondas de calor, recomendando ciência cidadã, hortas escolares e criação de espaços de resfriamento urbano. O grupo também propôs adaptar protocolos internacionais à realidade brasileira.

Resultados e próximos passos

Os protocolos elaborados destacaram pontos comuns, como participação comunitária, inclusão, valorização da memória e intersetorialidade. No segundo dia, Rachel Trajber apresentou os resultados e sua integração às políticas públicas.

De acordo com o Cemaden, os protocolos estão em fase de redação do texto-base e passarão por consulta pública antes da finalização. A coordenadora do programa destacou a importância do diálogo com as comunidades para enriquecer o processo.

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