agenciamg-542

Seminário internacional debate financiamento para o setor criativo

Advertisement

“`

O Seminário Internacional Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa debateu, nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, novas formas de financiamento para o setor cultural. O evento, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) e pelo Sebrae Nacional, reuniu representantes de instituições públicas, bancos, organismos internacionais e empreendedores criativos.

De acordo com o Ministério da Cultura, a ministra Margareth Menezes destacou a importância da cultura em suas dimensões simbólica, cidadã e econômica. Ela afirmou que investir em cultura gera resultados rápidos e impactos sociais. “A cultura trabalha a dimensão do sentimento, de representatividade, de fortalecimento de memória”, disse.

A ministra apresentou dados sobre a Lei Rouanet em 2024, afirmando que 98 milhões de pessoas foram impactadas diretamente pelos investimentos realizados por meio do mecanismo no ano passado. Ela também enfatizou a necessidade de articulação coletiva para o desenvolvimento do setor.

Advertisement

Desafios do fomento no Brasil

Em um dos painéis, foram discutidos os desafios do fomento à economia criativa no Brasil, incluindo a reforma tributária e a necessidade de novas regras. Rodrigo Barreto, da Firjan, alertou sobre os riscos da extinção de incentivos fiscais estaduais e municipais para o setor cultural.

Daniele Barros, secretária de Cultura do Rio de Janeiro, ressaltou a importância da previsibilidade nas políticas públicas e citou o programa Emprega Cultura, que conecta trabalhadores do setor a empresas. Thiago Rocha Leandro, do MinC, abordou as mudanças nos processos de seleção e prestação de contas propostas pelo Marco do Fomento.

Experiências internacionais

O painel sobre modelos de financiamento reuniu experiências do Chile, Reino Unido e Brasil. Felipe Mujica, ex-diretor do Chile Criativo, apresentou o planejamento de longo prazo adotado no país, que elevou a participação do setor criativo no PIB de 1,6% para 2,78%.

Rafael Ferraz, do British Council, destacou a sustentabilidade como ativo econômico no setor cultural. Carmen Couto, da Sudene, e Murilo Albuquerque, do Banco do Nordeste, abordaram a importância da cooperação institucional e do microcrédito para o desenvolvimento da economia criativa.

Advertisement

Empreendedorismo criativo

A programação incluiu relatos de empreendedores como Isaac Amajune Pá, da Comunidade Balatiponé-Umutina, Adriana Barbosa, da Feira Preta, e Raffa Rafuagi, do Museu do Hip-Hop. Eles apresentaram experiências que combinam cultura, território e desenvolvimento econômico.

O seminário reforçou a necessidade de combinar investimento público, crédito, garantias e cooperação internacional para fortalecer a economia criativa como política de desenvolvimento.

“`

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *