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O Governo Federal mobilizou 20 ministérios para monitorar e responder aos impactos do fenômeno El Niño, que deve se intensificar entre outubro e dezembro deste ano. A ação é coordenada pela Casa Civil, com apoio de órgãos como a Defesa Civil Nacional, INMET, CEMADEN e INPE, que fornecem dados atualizados para a sala de situação.
De acordo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, as previsões indicam seca no Norte e Nordeste, chuvas intensas no Sul e inverno menos rigoroso no Centro-Oeste e Sudeste, com risco de estiagem no Pantanal. Uma Medida Provisória já foi assinada para destinar recursos ao Ibama e ICMBio no combate a incêndios florestais.
Preparação para regiões vulneráveis
O governo planeja antecipar o envio de suprimentos para áreas como a Amazônia, evitando o isolamento de comunidades durante a estiagem. Góes destacou que a estratégia reduz custos e agiliza a resposta. No Nordeste, obras do Novo PAC, como a Barragem de Oiticica e sistemas adutores, visam garantir segurança hídrica durante períodos de seca.
O Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDC) e o sistema Defesa Civil Alerta (DCA) reforçam o monitoramento de áreas de risco. Mensagens automáticas são enviadas para celulares em locais com ameaça iminente, permitindo ações preventivas em níveis municipal, estadual e federal.
Ações durante o período eleitoral
Segundo o ministro, as operações de resposta a desastres não serão afetadas pelas eleições. A legislação eleitoral permite exceções em situações de emergência ou calamidade pública, assegurando o atendimento à população. “Não há nenhum problema em atuar de forma urgente”, afirmou Góes.
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