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O Brasil sediou, pela primeira vez, a Assembleia Regional do Comitê Internacional de Medicina Militar (CIMM) para o Grupo de Trabalho Pan-Americano. O evento ocorreu nos dias 16 e 17 de junho, na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília (DF), com participação de autoridades civis e militares, além de especialistas nacionais e internacionais.
De acordo com o Ministério da Defesa, o encontro discutiu cooperação interagências, suporte logístico em áreas remotas e o fortalecimento da saúde militar em cenários de desastres. O secretário de Pessoal, Saúde, Desporto e Projetos Sociais, Idervânio da Silva Costa, destacou o papel do Brasil na liderança dos debates sobre saúde operacional no continente.
“Ao sediarmos essa Assembleia Regional, renovamos nosso compromisso centenário com a evolução da ciência médica aplicada às forças de defesa”, afirmou Costa. Ele anunciou a candidatura do Brasil à presidência do Grupo Regional Pan-Americano do CIMM.
Cooperação e desafios globais
O secretário-geral do CIMM, Tenente-General Pierre Neirinckx, ressaltou a importância das forças de saúde militar diante de crises sanitárias e desastres. “Independentemente das cores de nossos uniformes, somos convocados a agir em conformidade com o direito internacional humanitário”, disse.
O evento incluiu painéis temáticos sobre logística em situações de crise, com casos como o uso de navios-hospital pela Marinha na Amazônia e protocolos de evacuação aeromédica da Força Aérea Brasileira. Outro painel abordou respostas a emergências químicas, biológicas, radiológicas e nucleares.
Participação internacional
Delegações de Brasil, Canadá, Estados Unidos, Haiti, Honduras, Paraguai, Uruguai e Venezuela participaram presencialmente. Bolívia e México acompanharam remotamente. O segundo dia foi dedicado a reuniões institucionais e alinhamento de governança entre os representantes do CIMM.
O Comitê Internacional de Medicina Militar reúne serviços de saúde das Forças Armadas de diversos países para promover cooperação e intercâmbio de conhecimentos. O Grupo Pan-Americano discute desafios comuns e integração em ações de saúde operacional e humanitária.
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