Foto: Virgínia Muniz/CTVacinas
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Senado debaterá vacina brasileira contra Covid-19 desenvolvida pela UFMG

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O Senado Federal realizará uma audiência pública nesta quarta-feira (24) para debater a primeira vacina contra a Covid-19 desenvolvida integralmente no Brasil. O imunizante, chamado SpiN-TEC, foi criado pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e aguarda autorização para a última fase de testes clínicos antes de uma possível aprovação para uso na população.

A sessão está agendada para as 10h e terá transmissão pelos canais oficiais do Senado. A proposta do debate partiu do senador Marcos Pontes (PL), que busca discutir os desafios regulatórios e institucionais para o avanço de imunizantes nacionais. O objetivo é fortalecer a capacidade de produção de vacinas no país, garantindo maior autonomia em futuras emergências de saúde pública.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a UFMG informou que a vacina SpiN-TEC concluiu com sucesso as duas primeiras fases de testes em humanos. A instituição agora aguarda o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dar início à fase 3, que corresponde à última etapa de avaliação antes da eventual disponibilização do imunizante no mercado.

Desafios para a produção nacional

No requerimento que solicitou a audiência, o senador Marcos Pontes afirmou que “projetos como a vacina SpiN-TEC representam não apenas avanços científicos, mas também a capacidade instalada do país em responder a demandas críticas de saúde pública com soluções tecnológicas próprias”. A declaração reforça a importância estratégica do desenvolvimento de tecnologias nacionais para o setor de saúde.

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Além da vacina da UFMG, a audiência pública também abordará o desenvolvimento de outro imunizante nacional: a vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O debate visa identificar os principais obstáculos enfrentados por projetos de pesquisa brasileiros para que se transformem em tecnologias acessíveis à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na justificativa para a realização do encontro, o senador destaca que “o desenvolvimento de vacinas nacionais é estratégico para a soberania sanitária do Brasil”. Segundo ele, iniciativas como a da UFMG e do Butantan fortalecem a capacidade de resposta do país a emergências em saúde pública e ampliam a autonomia tecnológica nacional no setor.

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