A Rádio UFMG Educativa recebeu menção honrosa no XIV Prêmio República, promovido pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR). A premiação reconhece trabalhos jornalísticos que abordam direitos humanos e combate à criminalidade. A emissora foi a única finalista na categoria, com a série especial Loucas sintonias, que discute a inclusão social de pessoas com transtornos mentais.
De acordo com a UFMG, a produção é inspirada no programa Louca Sintonia, transmitido há mais de dez anos pela rádio. O projeto conta com a participação de frequentadores do Centro de Convivência São Paulo, vinculado à Rede de Saúde Mental da Prefeitura de Belo Horizonte. A iniciativa é coordenada pela professora Regina Celi, da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO).
A cerimônia de premiação ocorreu no dia 17 de maio, na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. Esta é a segunda distinção recebida pela série, que também conquistou o terceiro lugar no Prêmio Mol de Jornalismo para a Solidariedade em 2026.
Ruleandson do Carmo, jornalista e idealizador da série, relatou sua experiência pessoal: “Há 10 anos, eu sofri um colapso e acabei internado em uma instituição psiquiátrica. Pude viver na pele a exclusão social, os preconceitos e os estigmas que nós, pessoas com transtornos mentais, vivenciamos”. Ele produziu o trabalho em parceria com o jornalista Breno Rodrigues.
Ruleandson destacou ainda a importância do debate sobre saúde mental: “Ver uma rádio pública dar visibilidade à luta antimanicomial e à inclusão das pessoas chamadas de ‘loucas’, a partir de um projeto de extensão de uma universidade pública, é a prova de que ciência, afeto e justiça social podem e devem caminhar juntos”.
