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O Brasil assumiu oficialmente a presidência da Plataforma de Ação Climática na Agricultura para a América Latina e o Caribe (PLACA) nesta terça-feira (30). A cerimônia ocorreu durante a Assembleia Anual em Lima, no Peru, com representantes dos 19 países membros e autoridades da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, a transição de liderança foi formalizada em ato protocolar entre o ministro peruano, Felipe Millán, e o secretário de Desenvolvimento Rural do Brasil, Marcelo Fiadeiro. O país havia sido eleito por unanimidade na Assembleia Anual de 2025.
Fiadeiro destacou que o objetivo é dar continuidade ao legado da presidência peruana e fortalecer a integração regional. Entre as iniciativas propostas estão o projeto Semillas Azul, o compartilhamento de experiências do Plano ABC+ e a consolidação da iniciativa RAIZ, focada em financiamento climático.
Novas eleições e prioridades
A Guatemala foi eleita como copresidente durante a Assembleia e assumirá a presidência em 2027. Também foram aprovados o Plano de Trabalho para 2026-2027 e as prioridades regionais para a COP31, com ênfase em financiamento climático para o setor agropecuário.
Os representantes técnicos do Brasil na PLACA serão Mônica Cavalcanti, diretora do Departamento de Produção Sustentável do Mapa, como titular, e Kleber Santos, coordenador-geral de Irrigação e Conservação do Solo, como suplente.
Mônica Cavalcanti afirmou que a Plataforma é fundamental para a ação climática na região. Ela destacou o protagonismo do Brasil devido às políticas públicas como o Plano ABC+, que tem 16 anos de existência e impactos econômicos e sociais comprovados.
Programação e contexto
A Assembleia inclui sessões técnicas sobre financiamento climático, reuniões de coordenação e uma missão técnica para conhecer iniciativas peruanas de agrobiodiversidade. Na semana anterior, os ministros da Agricultura do Brasil e do Peru discutiram a transição por videoconferência.
A PLACA foi criada durante a COP25 em 2019 para fortalecer a cooperação regional em ação climática no setor agropecuário. A iniciativa reúne ministérios de 19 países e se alinha às Convenções do Rio, à Agenda 2030 e ao Marco de Sendai para Redução de Riscos de Desastres.
A Plataforma opera com quatro grupos temáticos: Adaptação e Mitigação; Políticas Públicas; Gestão de Conhecimentos; e Investigação, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica.
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