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Lideranças de 20 comunidades quilombolas participam de capacitação em inclusão digital em Brasília (DF). A iniciativa, promovida pelo Ministério das Comunicações, integra o programa Computadores para Inclusão e visa preparar multiplicadores para atuarem em seus territórios.
De acordo com o Ministério das Comunicações, o treinamento ocorre até sexta-feira (3) e inclui formação em letramento digital, metodologias de ensino e uso de ferramentas tecnológicas. O objetivo é que os participantes repliquem o conhecimento em suas comunidades.
Cada uma das 20 comunidades beneficiadas recebeu computadores e estrutura para implantação de laboratórios de informática. Os espaços devem servir como locais de aprendizagem, qualificação profissional e acesso a serviços digitais.
“O nosso compromisso vai muito além da entrega de computadores. Queremos garantir que essas comunidades tenham acesso ao conhecimento necessário para utilizar a tecnologia como ferramenta de desenvolvimento”, afirmou o ministro Frederico de Siqueira Filho.
Ludymilla Chagas, chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do ministério, destacou que a iniciativa busca fortalecer os territórios sem perder a identidade cultural. “Estamos aproximando tecnologias atuais dos saberes ancestrais”, disse.
Transformação em laboratório
Sofia Aparecida, da comunidade quilombola Dona Juscelina (TO), relatou que um antigo espaço usado como cozinha foi transformado em laboratório. O local recebeu notebooks e um drone. “Vai facilitar muito o nosso acesso à internet”, afirmou.
A ação é realizada em parceria com a Fundação Cultural Palmares. Joaquim Barbosa, pesquisador cultural da fundação, afirmou que a cooperação amplia o alcance das políticas públicas para povos tradicionais.
O programa Computadores para Inclusão já entregou 77,7 mil computadores e certificou mais de 84 mil pessoas em cursos de tecnologia. Atualmente, mantém 33 Centros de Recondicionamento de Computadores em 25 unidades da Federação.
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