Dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), a fauna aquática do Rio Doce apresenta alterações. Uma pesquisa da Universidade Federal de Lavras (UFLA) indicou que a diversidade de espécies nativas de peixes diminuiu nas áreas afetadas pela lama de rejeitos.
Simultaneamente, espécies invasoras passaram a ocupar a calha principal do rio. Este cenário reflete os impactos prolongados do desastre ambiental ocorrido em novembro de 2015, conforme dados da UFLA.
De acordo com a UFLA, a pesquisa analisou a composição da ictiofauna em diferentes trechos do Rio Doce. Os resultados apontam para uma simplificação da comunidade de peixes, com a perda de espécies que antes eram comuns na região.
A presença de espécies invasoras, por sua vez, pode gerar desequilíbrios ecológicos adicionais. A UFLA destaca a importância de monitorar essas mudanças para entender a recuperação do ecossistema.
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