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MPMG e MPBA iniciam ‘Chama o Vaar’ para desenvolver educação básica no Brasil

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Os Ministérios Públicos de Minas Gerais (MPMG) e da Bahia (MPBA) lançaram o projeto “Chama o Vaar” em 21 de julho. A iniciativa visa fortalecer a educação básica no Brasil, aprimorando a fiscalização e o cumprimento das condicionalidades do Valor Aluno Ano Resultado (Vaar).

O Vaar é uma complementação financeira da União destinada a municípios que demonstram avanços em indicadores de aprendizagem e gestão educacional. O projeto foi desenvolvido em parceria pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Educação (Caoeduc/MPMG) e pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (Ceduc/MPBA).

O lançamento ocorreu de forma online, durante uma reunião do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG). O evento contou com a participação de aproximadamente 400 pessoas, incluindo membros do Ministério Público e gestores municipais de educação de todo o país.

A abertura foi realizada pelo presidente do CNPG e procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Marques. O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Lean Ferreira Araújo, também se manifestou, destacando a importância do projeto para a educação.

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Os promotores de Justiça Adriano Freire de Carvalho Marques, coordenador do Ceduc/MPBA, e Giselle Ribeiro de Oliveira, coordenadora do Caoeduc/MPMG, apresentaram o projeto. O objetivo é fiscalizar o cumprimento das condicionalidades do Vaar, previsto no novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Para ter acesso aos recursos do Vaar, os municípios precisam cumprir critérios específicos. Estes incluem o provimento de cargos de diretores com base em mérito e desempenho, a participação mínima de 80% dos estudantes em avaliações nacionais e a adoção de medidas para reduzir as desigualdades educacionais.

De acordo com a coordenadora do Caoeduc, Giselle Ribeiro de Oliveira, a complexidade das condicionalidades tem gerado dificuldades para estados e municípios. Isso pode resultar na perda de recursos e na renúncia indevida de receita pública.

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O projeto “Chama o Vaar” está estruturado em seis frentes de trabalho. Estas incluem articulação interinstitucional, sistematização de informações, sensibilização, difusão do conhecimento e orientação, atuação extrajudicial e processos estruturantes, além de monitoramento e divulgação de resultados.

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Os municípios receberão guias e manuais de apoio com informações técnicas simplificadas e acessíveis. As Promotorias de Justiça terão acesso a roteiros de atuação e modelos de peças para acompanhar as políticas públicas condicionantes da complementação Vaar/Fundeb.

Foi desenvolvido um painel BI para acompanhar a situação de cada município no Vaar. A ferramenta permite diagnosticar condicionalidades pendentes e oferece sugestões para a atuação do Ministério Público. Para acessar o painel, clique aqui.

Após a apresentação, o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho, parabenizou a iniciativa. Ele afirmou que a melhoria da educação é um dos maiores bens que se pode oferecer à sociedade.

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, Zara Figueiredo, abordou os desafios dos municípios. Ela destacou a redução das desigualdades educacionais entre grupos raciais e socioeconômicos, uma das condicionalidades do Vaar.

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As atividades foram encerradas com a palestra “Financiamento da educação e o papel do Ministério Público”. A apresentação foi ministrada pelo promotor de Justiça do Ministério Público de Alagoas (MPAL), Lucas Sachsida.

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