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Preparação para o Enem: o que priorizar nos estudos e erros a evitar

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A três meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a recomendação para estudantes é ajustar a estratégia de preparação. O foco deve ser a revisão dos temas principais e o fortalecimento dos conhecimentos já adquiridos. A tentativa de aprender novos conteúdos nesta fase final não é indicada, sendo mais eficaz priorizar a confiança para o dia da prova.

De acordo com o professor de matemática Valdir Carlos da Silva, em informações publicadas pelo jornal O Tempo, a estratégia deve visar a confiança para o exame. Ele explica que áreas como a matemática são cumulativas, e o cérebro utiliza conhecimentos prévios para resolver problemas. Lacunas na aprendizagem dificultam o estabelecimento de conexões necessárias para encontrar as soluções durante a prova.

Além do domínio do conteúdo, a preparação final exige o desenvolvimento de estratégias para administrar o tempo. No caso de matemática, o desafio inclui um grande número de questões e enunciados extensos, que demandam raciocínio rápido. Candidatos com noções básicas consolidadas, como operações fundamentais, tendem a resolver os problemas com maior fluidez e segurança durante o exame.

Ganhar agilidade

O cérebro armazena elementos que são utilizados com mais frequência. Por isso, é recomendado resolver diferentes exercícios com o mesmo objetivo de aprendizagem, em vez de repetir o mesmo problema. “O treino ajuda a manter a memória ativa para que, quando chegar o momento do Enem, o aluno consiga acessar as informações de forma rápida, quase como um reflexo muscular”, afirma o professor.

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O educador observa que o exame é frequentemente visto como uma oportunidade de mudança de vida, o que pode aumentar o nervosismo durante a preparação e no dia da prova. Para lidar com essa pressão, ele sugere que o candidato comece por uma autoavaliação, reconhecendo seus pontos fortes e as áreas que precisam de mais atenção para evoluir nos estudos.

Essa autoavaliação auxilia o estudante a traçar uma rotina de estudos mais eficiente e a estabelecer metas realistas para os meses restantes de preparação. “O Enem representa a realização de muitos sonhos. Quando o candidato entende seus objetivos e acredita que essa oportunidade pode transformar sua vida, ele encontra mais disposição para estudar e enfrentar os desafios do processo”, comenta.

Erros para evitar

Um erro comum é tentar recuperar todos os conteúdos não aprendidos em poucos meses. A proximidade da prova pode gerar uma sensação de urgência, mas essa abordagem tende a aumentar a ansiedade do candidato. Além disso, dificulta a consolidação dos conhecimentos que são considerados essenciais para um bom desempenho no exame, segundo as orientações do especialista.

Outro equívoco é focar os estudos apenas na leitura ou memorização de conteúdo. A revisão teórica deve ser acompanhada pela resolução de exercícios práticos. Aplicar os conceitos em diferentes situações ajuda a fortalecer a aprendizagem. “É importante que o jovem vivencie o que está aprendendo, porque, senão, cálculo pelo cálculo é ‘decoreba’, e ‘decoreba’ a gente esquece em uma semana”, afirma o matemático.

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Por fim, é um erro ignorar o ritmo e o formato específico do Enem. A prova exige uma boa administração do tempo, além do conhecimento técnico. Resolver simulados e edições anteriores do exame ajuda o estudante a desenvolver habilidades para lidar com questões de enunciados longos e a tomar decisões de forma mais rápida durante a avaliação.

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