A UFMG divulgou nesta quinta-feira (13) o documento Princípios e diretrizes para o uso responsável da Inteligência Artificial na UFMG. O material foi elaborado pela Comissão Permanente de Inteligência Artificial da universidade e traz orientações sobre o uso da tecnologia em ensino, pesquisa, extensão e gestão.
De acordo com Marco Antônio Souza Alves, professor da Faculdade de Direito e membro da comissão, os benefícios da IA não anulam os riscos de sua utilização. “Avanço tecnológico sem responsabilidade é retrocesso civilizatório”, afirmou durante a apresentação do guia.
Entre os riscos apontados estão dependência tecnológica, plágio, violações de direitos e privacidade, perda de autonomia e usos discriminatórios. Segundo o professor, as diretrizes foram criadas com base no princípio de que a tecnologia deve servir às necessidades humanas e ao interesse coletivo.
Recomendações para pesquisa e ensino
Na área de pesquisa, o documento afirma que o uso de IA não transfere a responsabilidade pelos resultados aos sistemas. A UFMG recomenda que pesquisadores só deleguem tarefas que compreendam totalmente ou possam avaliar criticamente. “Os pesquisadores seguem responsáveis pelos resultados de tudo o que publicam”, destacou Marco Antônio.
Para o ensino, o guia sugere que cada plano de aula deixe claro se o uso de IA é permitido e em quais condições. Também orienta professores a discutirem o tema com alunos e revisarem métodos de avaliação. Segundo o professor, a tecnologia pode ser incorporada ao ensino, desde que não substitua o esforço intelectual dos estudantes.
