Foto: Bárbara Ribeiro / O TEMPO
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Carros alcançam até 3.771 km/l na Shell Eco-marathon

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A competição de eficiência energética Shell Eco-marathon acontece no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, entre esta terça-feira (25) e quinta-feira (27). O evento reúne equipes de estudantes universitários que projetam veículos movidos a combustão, bateria elétrica e hidrogênio. O objetivo é percorrer a maior distância possível consumindo a quantidade mínima de energia, com alguns carros atingindo marcas notáveis de eficiência.

De acordo com informações do jornal O Tempo, o recorde mundial da competição para um protótipo a gasolina é de 3.771 km/l, estabelecido em 2009 por uma equipe francesa. Essa distância equivale aproximadamente a uma viagem de carro entre Belo Horizonte e Santiago, no Chile. A marca demonstra o potencial de otimização energética alcançado pelos projetos estudantis.

A medição do consumo não ocorre ao longo de milhares de quilômetros. Norman Koch, gerente global da Shell Eco-marathon, esclarece que os veículos percorrem um circuito de cerca de 10 quilômetros para a aferição. “Eles não percorrem literalmente 3.771 quilômetros com a gente. Sabemos quantos mililitros foram utilizados durante a prova e, a partir disso, calculamos quantos quilômetros por litro o carro faria”, explica.

“Estamos falando de máquinas de alta tecnologia. Em um carro de nível mundial, existem centenas de parâmetros considerados para alcançar eficiência: motor, transmissão, marchas, rodas, aerodinâmica, estilo de condução e inúmeras outras coisas”, afirma Norman Koch. A busca pela eficiência máxima exige a otimização de cada um desses componentes e estratégias de condução, sendo um esforço conjunto de engenharia e pilotagem.

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Participação mineira e aplicação de tecnologias

Na edição de 2026 da Shell Eco-marathon Brasil, Minas Gerais está representada por dez equipes de diferentes universidades. Entre elas está o projeto Milhagem UFMG, da Universidade Federal de Minas Gerais, que compete com dois veículos: um protótipo a bateria elétrica e um modelo de conceito urbano a combustão, que utiliza gasolina como combustível.

O carro de conceito urbano é pilotado por Gabriel Mora Bissoli, estudante de Engenharia. No ano anterior, o veículo venceu sua categoria na etapa brasileira com a marca de 54 km/l. “A gente ganhou com esse carro no ano passado aqui na Shell Eco-marathon. Foi o primeiro urbano a combustão a ganhar aqui na América Latina, com a marca de 54 km/l”, conta Gabriel.

A equipe busca melhorar seu desempenho na edição atual. O piloto revela que novos testes já indicam uma marca superior à do ano passado, embora o valor exato seja mantido em segredo para a competição. “Mas, em novos testes que a gente vem realizando, conseguimos superar essa marca. Eu não posso falar quanto porque é um negócio mais segredo”, diz o estudante.

Algumas tecnologias testadas na competição já são encontradas em carros de rua, como o sistema start-stop, que desliga o motor em paradas curtas para economizar combustível. “Basicamente, é desligar o carro quando você não está usando o motor. É um conceito que a gente usa muito aqui dentro da Shell Eco-marathon”, explica Gabriel, da equipe Milhagem UFMG.

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Outros conhecimentos desenvolvidos nos projetos, como otimização da aerodinâmica, sistemas de freios, redução de peso e soluções mecânicas, também têm potencial de aplicação na indústria automobilística convencional. “São tecnologias próprias, que a gente constrói, mas muitas delas conseguimos implementar, pelo menos um pouquinho, nos carros convencionais”, completa o estudante.

Segundo Koch, a competição oferece mais do que aprendizado técnico. Os estudantes precisam gerenciar tempo e orçamento, trabalhar em equipe e solucionar problemas complexos, habilidades que serão úteis no mercado de trabalho. “Essa é uma das partes realmente interessantes do Shell Eco-marathon: ver como eles se desenvolvem, como se dedicam”, finaliza o gerente global do evento.

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