Hiago Martins
agenciamg-49

BH realiza teste inicial do Censo Nacional de Populações em Situação de Rua

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Belo Horizonte recebeu equipes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 31 de agosto e 4 de setembro. O objetivo foi testar a operação que servirá de base para o primeiro levantamento nacional sobre a população em situação de rua, previsto para 2028.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apoiou a organização de informações sobre os locais de incidência dessa população na cidade. Também indicou equipes que atuam diretamente com pessoas em situação de rua.

De acordo com o IBGE, Belo Horizonte foi selecionada por possuir uma rede institucional estruturada e experiência prévia em contagens municipais da população em situação de rua. A cidade funciona como campo de teste para avaliar abordagens metodológicas.

A escolha de Belo Horizonte também visa integrar a roteirização com registros administrativos e analisar as dinâmicas de territórios centrais e periféricos. Essa avaliação contribuirá para aprimorar o levantamento nacional.

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Os entrevistadores estiveram em locais com maior concentração de pessoas em situação de rua. Visitaram também unidades municipais que oferecem atendimento a essa população, como os Centros Pop e unidades de acolhimento.

Entre as unidades visitadas, destaca-se o Abrigo Maria Maria. Nesses locais, foram aplicados testes para verificar a eficácia dos métodos de coleta de dados para o futuro censo.

Mateus Moura, tecnólogo e observador que acompanhou a equipe de recenseadores, detalhou a dinâmica da prova piloto. “Fizemos cinco dias de coleta na cidade. Estamos aplicando uma metodologia e testando para ver o que funciona e o que não funciona, para a aplicação efetiva dos questionários”, explicou.

Os recenseadores trabalham uniformizados com colete e utilizam crachá do IBGE. A operação conta com o suporte de pontos focais da PBH e de movimentos sociais ligados ao setor, garantindo a execução das atividades.

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Livia Ferreira Rosa, diretora de Vigilância Socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, destacou a importância da prova-piloto. “Temos uma oportunidade de qualificar as informações sobre esse segmento da população em Belo Horizonte.”

Ela ressaltou que a participação do município em uma metodologia a ser aplicada em diversas cidades brasileiras é importante. “Poderemos produzir dados comparáveis dessa população, possibilitando cada vez mais a elaboração qualificada das políticas públicas destinadas à população”, afirmou.

Além de Belo Horizonte, as cidades de Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Salvador (BA) e Manaus (AM) também participam dos testes. As operações nas cinco cidades envolvem mais de 400 pessoas.

As equipes são compostas por representantes de movimentos sociais, como o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (Ciamp-Rua), e do poder público.

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