Cinco professores da Universidade Federal de Lavras (UFLA) participaram do 32º Congresso Internacional de Horticultura (IHC2026), realizado em Kyoto, Japão, entre os dias 23 e 28 de agosto. O evento, considerado o maior encontro científico global dedicado à horticultura, teve como tema “Exploring the Diversity of Horticulture”.
A programação científica do congresso foi organizada em simpósios, abordando diversas áreas da ciência e da produção hortícola. A participação dos professores da UFLA permitiu a apresentação e discussão de resultados de pesquisas desenvolvidas na universidade.
Os professores Patrícia Paiva, Adão Santos, Valter Carvalho e Michele Reis, do Departamento de Agricultura (DAG), e Renato Paiva, do Departamento de Biologia (DBI), representaram a UFLA. A presença no congresso proporcionou a aproximação com pesquisadores de diferentes instituições e países.
De acordo com a Ufla, o evento também foi um ambiente para o estabelecimento de novos contatos, discussão de projetos conjuntos e fortalecimento de parcerias internacionais. A professora Michele Reis destacou a oportunidade de colocar as pesquisas da UFLA em diálogo com a produção mundial.
A professora Michele Reis afirmou: “Participar de um congresso com essa dimensão é muito mais do que apresentar resultados. É uma oportunidade de colocar as pesquisas desenvolvidas na UFLA em diálogo com aquilo que está sendo produzido mundialmente, conhecer novas abordagens e tecnologias e, principalmente, construir relações que podem resultar em projetos, publicações, intercâmbio de estudantes e novas cooperações internacionais”.
Um dos destaques do IHC2026 foi a participação do Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), QU Dongyu. Ele esteve na abertura do congresso e proferiu uma palestra plenária.
A palestra de QU Dongyu abordou o papel das frutas, hortaliças e demais culturas hortícolas na transformação dos sistemas agroalimentares. Ele ressaltou uma mudança no desafio da agricultura contemporânea.
O Diretor-Geral da FAO destacou que o século XXI exige a capacidade de oferecer alimentos diversificados, nutritivos, acessíveis e produzidos de maneira sustentável. Nesse contexto, a FAO posiciona a horticultura como central na transformação dos sistemas agroalimentares.
Entre os temas abordados, estiveram o investimento em ciência e inovação, o fortalecimento das cadeias produtivas e a redução de perdas. Também foram discutidos o aumento da disponibilidade e acessibilidade de frutas e hortaliças, além do apoio aos pequenos produtores.
A conciliação de produção, segurança alimentar, biodiversidade e desenvolvimento econômico foi um ponto central. Outro eixo abordado foi a transformação tecnológica da horticultura, incluindo agricultura de precisão e inteligência artificial.
Sensores, automação, robótica, monitoramento digital, melhoramento genético e seleção genômica foram apresentados como ferramentas para aumentar a eficiência produtiva. Essas tecnologias visam tornar os sistemas agrícolas mais resilientes às mudanças climáticas.
A FAO considera a inovação e as tecnologias digitais como elementos estratégicos para a transformação dos sistemas agroalimentares. A programação em Kyoto demonstrou o avanço dessas tecnologias.
Isso inclui estufas inteligentes, sistemas automatizados de irrigação e controle ambiental, e monitoramento de cultivos com sensores. Visão computacional, drones, ferramentas de previsão de produtividade e estratégias de manejo de pragas também foram apresentadas.
Para os pesquisadores da UFLA, a participação reforça a relevância de áreas nas quais a Universidade possui tradição científica. Isso inclui floricultura, plantas ornamentais, fruticultura, propagação de plantas e fisiologia vegetal.
Outras áreas de destaque são a produção em ambiente protegido, recursos genéticos, biotecnologia, sustentabilidade e tecnologias aplicadas à produção vegetal. A presença dos docentes no IHC2026 amplia a inserção da UFLA em uma rede científica internacional.
Essa rede integra universidades, institutos de pesquisa, organizações multilaterais e representantes da cadeia produtiva. A participação contribui para a internacionalização da UFLA e para a construção de pesquisas que respondam aos desafios da agricultura e horticultura mundial.
