A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) participou do Fórum de Prefeitos 2026 da Rede de Cidades do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), realizado em Bogotá e Barranquilla, na Colômbia. O evento, com o tema “De projetos a estratégias: como as cidades geram transformação”, reuniu representantes de mais de 50 cidades da América Latina e do Caribe.
O objetivo do fórum foi debater métodos para transformar projetos urbanos em estratégias de longo prazo. Os debates foram organizados em quatro eixos temáticos: resiliência urbana, resiliência social, desenvolvimento econômico local e capacidade institucional.
Em duas mesas de trabalho, a PBH, representada pela subsecretária municipal de Planejamento Urbano, Renata Herculano, compartilhou experiências. As apresentações focaram na atuação integrada nos territórios e na qualificação das políticas urbanas implementadas na capital mineira.
Foram apresentadas iniciativas como o programa Perto de Casa, que visa a valorização da vida pela redução dos deslocamentos cotidianos. Outro destaque foi o BH Cidade Viva, articulado à agenda municipal de adaptação e mitigação climática.
O Programa de Recuperação Ambiental e Saneamento de Fundos de Vale de Belo Horizonte (Drenurbs) também foi mencionado. Este programa inclui intervenções de drenagem e recuperação ambiental, contribuindo para a infraestrutura da cidade.
Além disso, foram abordadas ações de urbanização, tratamento de encostas e redução de riscos em territórios vulneráveis. Essas medidas visam melhorar a segurança e a qualidade de vida dos moradores em áreas de risco.
Renata Herculano destacou a importância de ampliar a articulação entre políticas públicas que atuam sobre os mesmos territórios. “Belo Horizonte conta com políticas, programas e capacidades setoriais importantes. O desafio é fazer com que essas ações trabalhem de forma cada vez mais integrada, ampliando os benefícios sociais, urbanos, ambientais e econômicos dos investimentos públicos.”
Ela acrescentou que as trocas com outras cidades revelaram desafios comuns, como a fragmentação institucional e a continuidade das estratégias. No entanto, também apontaram caminhos possíveis para o avanço das políticas públicas.
A necessidade de fortalecer a capacidade institucional dos governos locais e melhorar a coordenação entre diferentes áreas da administração pública foi outro ponto discutido. A orientação dos investimentos a partir das vulnerabilidades e potencialidades de cada território também foi enfatizada.
Isso inclui a aproximação entre planejamento urbano, desenvolvimento econômico e financiamento. A participação de Belo Horizonte permitiu o intercâmbio de experiências com outras cidades que enfrentam desafios semelhantes.
Os desafios comuns incluem a adaptação às mudanças climáticas, a redução de desigualdades territoriais, a qualificação dos espaços urbanos e a capacidade de implementação das políticas públicas. A programação do evento incluiu visitas técnicas a projetos urbanos em Bogotá e Barranquilla.
Além das visitas, foram realizadas atividades de intercâmbio entre os participantes, promovendo a troca de conhecimentos e práticas. De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o evento contribuiu para a busca de soluções inovadoras para os desafios urbanos.
