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MPMG e PMMG prendem foragidos por agiotagem e extorsão em Pedro Leopoldo

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Dois homens, de 32 e 36 anos, foragidos da Justiça, foram presos na tarde de quarta-feira (9) em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Eles são investigados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por agiotagem, extorsão com violência, coação no curso do processo, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

As investigações apontam que os indivíduos são os principais articuladores de um grupo criminoso especializado em agiotagem e extorsão violenta. A atuação do grupo se concentrava na região metropolitana de Belo Horizonte, e o número exato de vítimas ainda não foi divulgado.

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, realizado por policiais do Grupo de Apoio Policial Militar (GAPM) do MPMG, foram apreendidos três celulares, um relógio de luxo, um notebook e cadernos com anotações financeiras do grupo.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Contagem. O pedido foi feito pela Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic), em cooperação com a 12ª Promotoria de Justiça de Contagem.

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A solicitação de prisão preventiva foi fundamentada na garantia da ordem pública, na proteção da instrução criminal e no histórico dos réus, que possuem passagens por organização criminosa, extorsão e estelionato.

Investigação do MPMG

De acordo com o MPMG, os acusados integravam uma associação criminosa autodenominada “Tropa do Gui”. Este grupo era voltado para a prática contínua de agiotagem, extorsão, lesão corporal, ameaça, invasão de domicílio e porte ilegal de arma de fogo na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A atuação do grupo consistia em emprestar dinheiro com a cobrança de juros abusivos e a imposição de diárias de atraso. As cobranças eram realizadas sob intenso terror físico e psicológico, conforme apurado pelas investigações.

Em 16 de maio deste ano, outro integrante da associação criminosa, de 36 anos, foi preso em frente à casa de uma das vítimas. Ele portava um revólver calibre 32 municiado e um taco de madeira com a palavra “diálogo” inscrita.

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Em duas audiências de instrução relacionadas a este fato, o grupo realizou movimentações para constranger vítimas e testemunhas, além de tentar interferir na coleta de provas. Essas ações levaram à identificação de outros membros do grupo criminoso e às prisões mais recentes.

Esquema de Empréstimos e Extorsão

O MPMG identificou que uma das vítimas dos réus contraiu um empréstimo inicial de R$ 1 mil. Mesmo após efetuar pagamentos que totalizaram mais de R$ 6 mil, a vítima continuou sendo submetida a cobranças diárias e ameaças de morte para quitar novos encargos inventados pela quadrilha.

Análises periciais no telefone apreendido com o primeiro suspeito, em maio, revelaram fotos e vídeos de vítimas sendo espancadas. Em um dos casos, três homens aparecem portando um bastão e invadindo o imóvel de uma vítima, agredindo-a com socos, chutes e golpes de bastão, principalmente na cabeça.

Toda a ação de agressão ocorria com a posse ostensiva de uma arma de fogo e na presença de familiares da vítima. O número exato de vítimas extorquidas pelo grupo ainda não foi divulgado pelo Ministério Público.

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A estrutura da associação criminosa contava com uma divisão de tarefas. O réu de 32 anos era o líder e responsável pela gestão financeira. O dinheiro proveniente das extorsões era depositado na conta bancária de uma empresa de consultoria imobiliária de sua propriedade.

A cobrança direta e violenta das dívidas era realizada pelos integrantes qualificados no esquema como “juristas”. Essa função consistia na execução de cobranças pessoais com uso de violência física contra os devedores.

Essa função era desempenhada pelo réu preso em 16 de maio e pelo segundo homem preso em Pedro Leopoldo, de 36 anos. Eles eram responsáveis por invadir residências, agredir devedores com pauladas e divulgar fotos com soco-inglês e bastões em redes sociais, acompanhadas de frases intimidatórias.

A esposa de um dos envolvidos também auxiliava o grupo, cedendo linhas telefônicas cadastradas em seu nome e participando presencialmente de abordagens intimidatórias às vítimas.

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