A importância da conscientização sobre saúde mental em Setembro Amarelo

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A campanha Setembro Amarelo, focada na prevenção ao suicídio, ocorre durante todo o mês com o lema “Se precisar, peça ajuda!”. Iniciada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a mobilização busca combater o estigma sobre saúde mental. A data central é 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em um contexto de dados relevantes sobre o tema no Brasil.

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção ao suicídio e o estigma associado à saúde mental. De acordo com informações do site oficial, a mobilização foi criada no Brasil em 2013 pela ABP em parceria com o CFM, com as primeiras ações de rua ocorrendo em 2014. As atividades se estendem por todo o mês de setembro.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também participa da mobilização desde 2015, conforme aponta seu relatório de atividades. Durante a campanha, a ABP promove a iluminação de monumentos e prédios públicos em amarelo. Escolas, empresas e unidades de saúde também realizam ações para discutir o tema. O lema nacional da campanha é “Se precisar, peça ajuda!”, adotado pela ABP e pelo CFM desde 2024.

Dados sobre suicídio e saúde mental

Internacionalmente, o tema definido pela Associação Internacional para Prevenção do Suicídio (IASP) para o triênio 2024-2026 é “Mudar a narrativa”. A proposta é substituir o silêncio por diálogos abertos que incentivem a busca por ajuda. Prefeituras e hospitais também podem criar temas próprios para suas ações locais, como “Escutar é estar presente”, adotado pela Prefeitura de Leme (SP).

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Segundo o relatório Suicide worldwide in 2021 da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registradas aproximadamente 727 mil mortes por suicídio no mundo em 2021. O documento aponta que o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. No Brasil, dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) indicam 17.009 óbitos por suicídio em 2023.

De acordo com um boletim do Ministério da Saúde de 2024, os homens representaram 77,8% das mortes por suicídio registradas em 2021. Os afastamentos do trabalho também refletem o cenário. Conforme o Ministério da Previdência Social, o INSS concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais em 2025, um aumento de 15,66% em relação a 2024.

Sinais de alerta e como ajudar

Alguns comportamentos e falas podem indicar sofrimento emocional intenso. Entre os sinais estão falas de desesperança, isolamento repentino, mudanças bruscas de humor, sono ou apetite, e perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas. A presença de uma combinação desses sinais sugere a necessidade de uma conversa atenta e acolhedora para oferecer suporte.

Para ajudar alguém em sofrimento, é recomendado oferecer presença e escuta, sem julgamentos. Perguntar diretamente se a pessoa tem pensado em suicídio, de forma responsável, pode abrir um caminho para o cuidado. É indicado incentivar a busca por ajuda profissional e, se houver risco imediato, não deixar a pessoa sozinha e contatar o SAMU (192).

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Onde pedir ajuda

Para apoio emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Em situações de risco imediato à vida, o serviço indicado é o SAMU, pelo número 192. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS, através dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades Básicas de Saúde (UBS), também oferece acolhimento e tratamento.

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