O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Nova Lima, ofereceu denúncia à Justiça nesta quinta-feira, 1º de outubro. A denúncia é contra um homem de 38 anos, acusado de feminicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.
O homem é apontado como autor da morte da ex-companheira, de 33 anos. Os crimes ocorreram em 11 de agosto de 2026. A promotora de Justiça Carolina Melo Campos Moreira assina a denúncia.
O denunciado foi preso dentro de uma igreja evangélica, após trocar tiros com um policial militar. O policial realizava rastreamento na região para efetuar a prisão. O homem já responde por outro homicídio anterior.
Conforme a denúncia do MPMG, o autor e a ex-companheira mantiveram um relacionamento que havia terminado cerca de um mês antes dos fatos. A vítima procurava o homem para tentar reatar a união.
No dia do crime, aniversário da mãe do denunciado, a mulher compareceu à comemoração. Ela discutiu com ele devido ao término do relacionamento. Inconformada, ela saiu do local.
A mulher declarou que, se ele não ficasse com ela, não ficaria com mais ninguém. Ela também disse que chamaria a polícia. Em seguida, o homem passou a segui-la.
Enquanto a vítima estava ao telefone em uma escadaria, relatando a outra pessoa que o ex-companheiro estava nervoso e armado, o homem efetuou disparos. Ele atirou contra ela, inclusive na região do rosto.
Os disparos impossibilitaram qualquer reação da vítima. A mulher foi socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Após o crime, o homem fugiu.
A bordo de uma viatura, um policial militar iniciou o rastreamento na região para localizá-lo. Durante a diligência, o militar foi surpreendido pelo autor.
O homem saía de um estabelecimento comercial efetuando disparos na direção do policial. O policial não se feriu por ter se abrigado no veículo. Os tiros atingiram o para-brisa, o teto e a coluna da porta da viatura.
Diante do ataque, o militar revidou os disparos. O autor escondeu-se atrás de um veículo estacionado para continuar atirando contra o policial. Ele parou apenas quando a arma apresentou falha de funcionamento.
Nesse momento, o homem fugiu invadindo imóveis da região. A Polícia Militar montou um cerco no local, com o apoio de um helicóptero. O homem foi preso no interior de uma igreja evangélica.
Ele tentava se passar por fiel para despistar as equipes policiais. Em relação ao feminicídio praticado contra a ex-companheira, a Promotoria de Justiça destacou que o crime foi cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima.
O MPMG requereu a pronúncia do denunciado para que seja submetido a julgamento perante o Tribunal do Júri de Nova Lima. O processo tramita sob segredo de Justiça.
