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Pesquisa indica possível aumento de 46% no consumo de água em Minas até 2050

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O consumo de água em Minas Gerais pode aumentar 46,6% até 2050, segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Atualmente, o gasto por pessoa no estado é de 178,48 litros diários e pode chegar a 261,59 litros em 25 anos. O crescimento supera a média nacional, projetada em 25,4% no mesmo período.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, o aumento é impulsionado por crescimento econômico, expansão demográfica, eventos climáticos extremos e desperdício. A redução no volume dos rios devido às mudanças climáticas também pressiona a oferta hídrica.

Minas Gerais desperdiça, em média, 36,77% da água distribuída, índice ligeiramente abaixo da média nacional de 40,3%. A presidente do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, afirma que a combinação de maior consumo e menor oferta exige ações imediatas, como conscientização e redução de perdas na distribuição.

Fatores que influenciam o consumo

O estudo projeta que a temperatura em Minas pode subir até 1°C até 2050, com cada grau adicional aumentando o consumo em cerca de 25%. Além disso, o crescimento econômico e demográfico também pressionam a demanda, mesmo com a desaceleração populacional.

A Copasa informou que as perdas nos sistemas de abastecimento chegaram a 35% em setembro de 2025. Desse total, 14% são perdas comerciais, como fraudes e ligações clandestinas, e 21% são perdas físicas, causadas por vazamentos.

A empresa lançou um plano de investimentos de R$ 3,7 bilhões até 2033 para reduzir perdas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. As ações incluem substituição de redes, uso de inteligência artificial e campanhas educativas.

Medidas para controle

A Arsae-MG estabelece metas e incentivos nas revisões tarifárias da Copasa para reduzir perdas. Se as metas não forem atingidas, a concessionária recebe reajuste menor; se superadas, obtém ganhos financeiros.

A agência também adota tarifas progressivas para incentivar o uso consciente. Volumes essenciais têm menor tarifa, enquanto consumos acima de 20 m³ são cobrados a preços mais altos.

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