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Um projeto de pesquisa desenvolvido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) em parceria com outras instituições tem como objetivo fortalecer a produção agropecuária nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. A iniciativa busca diagnosticar e melhorar as cadeias produtivas da região.
De acordo com a EPAMIG, o projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e coordenado pelo pesquisador Jéfferson de Oliveira Costa. As regiões abrangidas representam 35% do território mineiro e 15% da população, mas recebem menos investimentos em ciência e tecnologia.
“Minas Gerais é líder na produção de café arábica, leite e outros produtos, mas a maior parte dessa produção está fora das áreas contempladas no projeto”, afirma o coordenador. A iniciativa pretende reverter esse cenário com tecnologias inovadoras.
Metas e ações planejadas
O projeto tem duração prevista de quatro anos (2025 a 2029) e recebeu R$ 2,3 milhões em recursos. Entre as ações estão a elaboração de diagnósticos, transferência de tecnologias e capacitação de produtores rurais.
Serão instaladas unidades demonstrativas de café e mandioca, além de realizadas pesquisas sobre cultivos como cacaueiro, videira, pitaya e mandioca. Também estão previstos estudos sobre condições climáticas e necessidades hídricas das culturas.
O trabalho envolve pesquisadores da EPAMIG, IFNMG, Unimontes, UFVJM, Embrapa e extensionistas da Emater-MG. O projeto foi lançado oficialmente em 13 de novembro, durante o 2º Encontro do Agronegócio no Vale do Jequitinhonha, em Almenara.
Unidades experimentais de mandioca já foram implantadas nos campos da EPAMIG em Acauã e da UFVJM em Couto de Magalhães de Minas. Mudas de café também estão em produção para demonstrações no baixo Jequitinhonha.
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