Pesquisas impulsionam qualidade e reconhecimento do queijo artesanal mineiro

Advertisement

**Pesquisas impulsionam qualidade e reconhecimento do queijo artesanal mineiro**

Pesquisas apoiadas pela Fapemig estão aprimorando a qualidade e o reconhecimento do queijo artesanal mineiro. O produto, declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, tem sua produção estudada e aperfeiçoada pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (EPAMIG-ILCT).

De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, o ILCT desenvolve estudos sobre leite e derivados, incluindo o Queijo Minas Artesanal (QMA). Cerca de nove mil produtores, segundo a Faemg, recebem apoio de pesquisadores para melhorar seus produtos.

“Antes, a gente trabalhava muito fechado no laboratório. Hoje chegamos no produtor. Esse modelo de pesquisa em interface com a extensão tem sido fundamental”, afirma Júnio de Paula, pesquisador da EPAMIG-ILCT.

Advertisement

Parceria entre ciência e tradição

Um projeto em andamento desde 2022, financiado pela Fapemig, monitora a qualidade de queijos artesanais em 98 queijarias de regiões como Alagoa, Mantiqueira e Serras de Ibitipoca. A iniciativa inclui análises microbiológicas e físico-químicas, além de recomendações para boas práticas.

A queijaria Sítio Primavera, nas Serras de Ibitipoca, é uma das beneficiadas. A produtora Maria Elisa de Almeida relatou que, após testes durante a pandemia, conquistou medalhas em concursos nacionais e internacionais.

“Fizemos todos os tipos de teste possíveis e, após as premiações, a EPAMIG-ILCT nos procurou para parcerias em pesquisas”, disse Maria Elisa.

Impacto econômico e segurança

As pesquisas têm elevado a qualidade e o valor de mercado do queijo artesanal. Produtores relatam aumento nas vendas, com preços que chegam a R$ 100 por unidade.

Advertisement

Júnio de Paula destaca que o trabalho garante padrões de segurança sem perder as características tradicionais. “Melhora a renda, a qualidade e abre portas”, afirmou.

O projeto também auxilia na regulamentação de produtores, fortalecendo a economia local e preservando a identidade cultural do queijo mineiro.

*Por Bárbara Melo*
*Assessoria de Comunicação Social / Fapemig*

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *