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O Ministério da Cultura (MinC) realizou uma Escutatória Cultural na última sexta-feira (12) para debater a valorização do forró com representantes da sociedade civil. O encontro virtual ocorreu no mês em que se celebra o Dia do Forró, homenageando Luiz Gonzaga.
De acordo com o MinC, o objetivo foi compreender as demandas de artistas e agentes culturais dedicados ao ritmo em diferentes regiões do país. As discussões servirão de base para a construção da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.
Tião Soares, diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares do MinC, afirmou: “Estamos articulados e mobilizados para que essa política possa virar letra viva, ser efetiva e que entendamos as culturas tradicionais e populares como parte da política cultural do Brasil”.
Demandas da sociedade civil
Durante o debate, Joana Alves, do Fórum de Forró de Raiz, destacou a necessidade de regulamentação e remuneração justa para os artistas. “A gente precisa legalizar algumas coisas em relação aos mestres e mestras. Existe essa dificuldade de a cultura popular ser remunerada enquanto profissional”, disse.
Rosiane Pedrosa, de Maceió (AL), apontou a disparidade de cachês entre o forró tradicional e atrações comerciais em festas juninas. “Precisamos ver de que forma coletivamente vamos reagir a esse processo de desapropriação da nossa cultura”, completou.
Os participantes também abordaram a internacionalização do forró, a necessidade de mapeamento dos artistas populares e a valorização dos mestres e mestras da tradição.
Ações em andamento
O MinC destacou iniciativas como parcerias com universidades para reconhecimento do notório saber, a Bolsa Cultura Viva para Mestras e Mestres (no valor de R$ 2.100 mensais) e recursos da Política Nacional Aldir Blanc.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concluiu em 2024 o Plano de Salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró, registro obtido em 2021 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
De janeiro a dezembro deste ano, o MinC realizou 20 Escutatórias Culturais em 13 estados, ouvindo representantes de diversas expressões, incluindo reggae, cordel, capoeira e viola caipira, além do forró.
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