O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) abriu uma consulta pública até o dia 27 de julho para receber sugestões sobre o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí. A proposta visa oficializar e proteger o queijo artesanal da região, preservando métodos tradicionais e assegurando padrões sanitários para garantir a segurança alimentar dos consumidores. A minuta da legislação e o formulário para participação estão disponíveis no site do IMA.
De acordo com o IMA, a consulta pública é uma oportunidade para que a sociedade contribua para uma legislação mais justa e eficaz. “As sugestões recebidas poderão ser incorporadas ao texto final, garantindo que o regulamento reflita as reais necessidades da cadeia produtiva do queijo artesanal”, afirmou Rômulo Lage, gerente de inspeção de produtos de origem animal. A ausência de uma norma afeta produtores, consumidores e a economia estadual.
O Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí é produzido a partir de leite cru e possui características únicas, como textura semidura, sabor lático levemente ácido e formato cilíndrico. A produção exige cuidados rigorosos em todas as etapas, desde a ordenha até a maturação, para evitar riscos à saúde pública. O RTIQ estabelece regras específicas para a produção, abrangendo exigências sobre o leite, estrutura da queijaria, procedimentos de fabricação, maturação, higiene, rotulagem, transporte e comercialização.
Origem e proposta
O reconhecimento do Queijo Artesanal do Vale do Suaçuí como produto típico da região foi estabelecido pela Portaria do IMA nº 1427/2014, atualizada em 2020. A proposta de regulamentação atual foi elaborada com base em pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com apoio técnico do IMA e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG). Esta regulamentação visa estabelecer diretrizes específicas para o modo de fazer, inspeção e comercialização do queijo.
A regulamentação busca dar visibilidade ao queijo artesanal do Vale do Suaçuí como um produto autêntico e único, fortalecendo o setor socioeconômico, turístico e gastronômico da região. Apenas queijarias registradas no IMA ou no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) poderão produzir e comercializar o queijo com essa denominação, garantindo qualidade e legalidade. “O documento oficial permitirá que os produtores valorizem sua tradição e ampliem suas possibilidades comerciais, com mais segurança jurídica e sanitária”, assegura Lage.
