BH apresenta protocolo de proteção à mulher em evento nacional

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O protocolo de atendimento do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte será apresentado nesta quarta-feira (25). A apresentação ocorrerá na abertura do IV Encontro Nacional – Segurança Pública e o Enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, em Brasília.

O evento reúne, durante dois dias, representantes da Guarda Municipal das capitais brasileiras, Corpo de Bombeiros, Peritos Criminais, Polícias Militar e Civil de todos os estados. A coordenadora do Grupamento, Aline Oliveira dos Santos Silva, fará a exposição.

A temática abordada será “Gestão de Risco no Atendimento às Mulheres em Situação de Violência”. Um dos pontos de destaque é o programa Proteja Mulher, que enfatiza os encaminhamentos feitos a partir do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR).

O Proteja Mulher realiza o acolhimento e acompanhamento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, com ou sem medidas protetivas. O programa é composto por 12 etapas e tem duração média de 90 dias.

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Cada mulher assistida pelo programa recebe no mínimo seis visitas presenciais. Serão apresentadas também as ferramentas tecnológicas utilizadas na proteção das mulheres no contexto urbano e da violência doméstica.

Das 172 mulheres assistidas pelo Proteja Mulher, 96 utilizam o aplicativo de celular “EbodyGuard”. Esta ferramenta permite o acionamento direto e em tempo real da Cabine Lilás da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte.

Quando o aplicativo é acionado, uma viatura é enviada imediatamente ao local para acolhimento da vítima e providências. Para casos de violência urbana, especialmente no transporte público, a Prefeitura de Belo Horizonte utiliza o “botão do assédio”.

De acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte, o “botão do assédio” está instalado em toda a frota de ônibus da capital. O aplicativo da PBH (APP PBH) também oferece a opção de denúncias de importunação sexual.

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Outra ação tecnológica é o uso de drones em grandes eventos para patrulhamento preventivo. O objetivo é coibir crimes contra a dignidade sexual, conforme as informações apresentadas.

A assistência remota da Cabine Lilás, que funciona 24 horas na Sala de Controle Integrado do Centro Integrado de Operações (COP-BH), será outro ponto da palestra. Agentes capacitadas prestam atendimento a mulheres e meninas em situação de violência.

As agentes atuam nos acionamentos do botão do assédio, aplicativo EbodyGuard, do APP PBH e nas chamadas de emergência recebidas pelo telefone 153 (Guarda Civil Municipal).

Atendimento e Ações do Grupamento

Desde a criação do programa em 2024 até fevereiro deste ano, foram realizados 409 atendimentos e acolhimentos de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Foram 19 atendimentos em 2024 e 285 em 2025.

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Somente nos dois primeiros meses deste ano, 105 mulheres ingressaram no projeto. A Subinspetora ressalta que as ações do programa são orientadas pelo Caderno Temático de Padronização das Patrulhas Maria da Penha (PMP), da Secretaria Nacional de Justiça e Segurança Pública do Ministério da Justiça.

O Grupamento Especializado de Proteção à Mulher, da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção. Ele atua de forma integrada com a Diretoria de Política para as Mulheres da Prefeitura, o Tribunal de Justiça, Ministério Público e a Polícia Civil.

A atuação do Grupamento inclui campanhas educativas, ações de prevenção e apoio humanizado a mulheres e meninas em situação de violência. Também monitora o cumprimento de medidas protetivas de urgência.

O Grupamento desenvolve atividades de combate à importunação sexual, dissemina informações sobre direitos das mulheres e divulga canais de denúncia. Realiza rodas de conversa em unidades de saúde, escolas e organizações da sociedade civil.

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Também promove ações educativas em vias públicas, parques, praças, estações de ônibus, bares e restaurantes. Essas atividades visam fortalecer o conhecimento da população sobre a rede de proteção e contribuir para romper ciclos de violência.

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