Hospital em BH começa a tratar doença rara que afeta órgãos e cognição

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O Hospital Júlia Kubitschek (HJK), em Belo Horizonte, iniciou nesta quarta-feira (25) o atendimento a pacientes com mucopolissacaridose, uma doença genética rara. A unidade de saúde passa a receber pacientes com 16 anos ou mais, que antes eram acompanhados no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII). A transferência é parte de uma reestruturação do serviço na rede estadual de saúde.

De acordo com informações do jornal O Tempo, a mucopolissacaridose afeta a produção de enzimas, comprometendo o funcionamento de órgãos e podendo causar alterações físicas e cognitivas. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que administra o HJK, organizou a transição dos pacientes. A chegada do primeiro grupo foi marcada por uma recepção especial na nova unidade de atendimento.

“Ver as equipes de dois hospitais nossos tão integradas nos faz perceber o quanto podemos fazer juntos e tornar o SUS cada vez melhor. Quero que vocês sintam que aqui serão uma família, assim como vocês eram no outro hospital. Além disso, vindo para o Júlia, vocês abrem mais oportunidades de outras crianças se tratarem no HIJPII, o que é muito gratificante”, disse a presidente da Fhemig, Renata Dias.

A pneumologista Vitória Faustino, responsável pelo ambulatório no HJK, afirmou que a equipe se preparou para a nova fase. Segundo a médica, o principal desafio é construir um novo vínculo com os pacientes, que já possuíam uma relação estabelecida com a equipe anterior. “Eles já têm um vínculo com outra equipe, então nosso desafio é conciliar a parte técnica com o acolhimento emocional”, explicou.

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O tratamento para a doença é realizado por meio da injeção de enzimas por via endovenosa, com frequência semanal ou quinzenal, durante toda a vida do paciente. “Essas enzimas mudaram a vida dos pacientes. Quando iniciado precocemente, impede internações de repetição e sequelas”, ressalta a médica Rosilea da Silva, que era responsável pelo serviço de mucopolissacaridose no HIJPII.

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