Como evitar os golpes mais comuns na declaração do Imposto de Renda

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Durante o período de declaração do Imposto de Renda, criminosos intensificam a aplicação de golpes digitais, utilizando e-mails e sites falsos para enganar contribuintes. As fraudes buscam roubar dados pessoais, credenciais de acesso ao portal Gov.br e desviar dinheiro por meio de pagamentos fraudulentos, conforme alertam especialistas em segurança digital.

De acordo com informações do jornal O Tempo, uma campanha recente simula uma notificação da Receita Federal sobre uma pendência. A mensagem, enviada por e-mail, induz a vítima a realizar um pagamento imediato para regularizar a situação, oferecendo um falso desconto de 100% sobre juros e multas para criar um senso de urgência e pressionar a decisão.

Os golpistas estabelecem um prazo curto, geralmente de até dois dias, prometendo evitar problemas como a malha fina ou a inclusão do CPF na dívida ativa. No entanto, o pagamento é direcionado para contas de terceiros, resultando no desvio do dinheiro do contribuinte enganado. Essa tática explora o receio das pessoas em ter problemas com o Fisco.

Fabio Assolini, diretor da equipe de pesquisa da Kaspersky, afirma que cibercriminosos intensificam ataques de phishing para roubar credenciais do Gov.br. Segundo ele, esses dados são valiosos por estarem vinculados a informações da declaração pré-preenchida, o que amplia o risco de fraudes financeiras e de identidade para as vítimas que têm seus acessos comprometidos.

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“A perda do acesso ao Gov.br representa um prejuízo considerável para a vítima, como o acesso indevido a informações pessoais e financeiras e a realização de fraudes em nome do contribuinte”, diz o especialista. De acordo com Assolini, a Kaspersky já bloqueou, até o momento, 61 sites maliciosos ligados a fraudes com o Imposto de Renda neste ano.

A empresa de segurança digital informa que é comum o uso de temas como restituição, pendências ou liberação de valores para atrair os contribuintes. Além disso, golpistas criam sites falsos que simulam os canais oficiais para distribuir versões maliciosas do Programa Gerador da Declaração (PGD) e do aplicativo da Receita Federal, infectando computadores e celulares.

Há também fraudes direcionadas a microempreendedores individuais (MEIs) relacionadas à entrega da declaração anual (DASN-Simei). Mensagens enganosas alertam sobre vencimentos imediatos ou irregularidades inexistentes para induzir o pagamento ou o fornecimento de dados. O prazo oficial para esta declaração se encerra em 31 de maio de cada ano, sendo um período de atenção.

Canais oficiais e práticas de segurança

Para declarar o Imposto de Renda com segurança, a Receita Federal disponibiliza apenas os seguintes canais oficiais:

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  • Programa IRPF (PGD): o programa para computador pode ser baixado gratuitamente no site oficial da Receita Federal.
  • Meu Imposto de Renda (online): a declaração pode ser feita diretamente no site da Receita, sendo necessário possuir certificado digital ou código de acesso.
  • Aplicativo Meu Imposto de Renda: o aplicativo oficial está disponível para download na App Store (iOS) e na Google Play Store (Android).

A Kaspersky recomenda a ativação da dupla autenticação na conta Gov.br. “O site Gov.br oferece a opção de ativação da dupla autenticação em um celular. Assim, sempre que for feito um acesso, é necessário informar um código que aparecerá no app para celular, o que ajuda a manter o acesso mais seguro”, diz Assolini.

Para evitar prejuízos, algumas práticas de segurança são indicadas:

  • Desconfie de e-mails e SMS, pois a Receita Federal não envia links para download ou solicita dados por esses meios.
  • Acesse o site da Receita Federal digitando o endereço diretamente no seu navegador.
  • Não compartilhe dados pessoais, como CPF e senhas, em sites ou aplicativos não oficiais.
  • Desconfie de ofertas, pois a Receita não oferece prêmios ou descontos para quem declara o imposto.
  • Mantenha um software de segurança (antivírus) atualizado em seus dispositivos.
  • Em caso de dúvida, entre em contato com a Receita Federal por meio dos canais oficiais de atendimento.

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