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O Césio-137, envolvido no acidente radioativo de Goiânia em 1987, e o Césio-133, usado em relógios atômicos, são formas distintas do mesmo elemento químico. Enquanto o primeiro é radioativo e perigoso, o segundo é estável e seguro, conforme explica o Observatório Nacional (ON/MCTI).
De acordo com o Observatório Nacional, o Césio-137 foi o responsável pelo trágico acidente retratado na série “Emergência Radioativa”. Já o Césio-133 é utilizado em relógios atômicos e não apresenta riscos à saúde, sendo a única forma estável do elemento.
O Dr. Ricardo José de Carvalho, chefe da Divisão de Serviços da Hora Legal Brasileira (DISHO) do ON, explica que o Césio-133 é fundamental para a cronometria moderna. “Em 1967, a definição do segundo passou do tempo astronômico para o tempo atômico, baseado no Césio-133”, afirma.
O segundo é definido como a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação correspondente à transição entre dois níveis hiperfinos do estado fundamental do átomo de Césio-133 não perturbado. O termo “não perturbado” garante que o átomo esteja isolado de influências externas, assegurando precisão.
Diferente do Césio-137, o Césio-133 funciona como um “pêndulo” em relógios atômicos, com uma frequência extremamente estável. Essa tecnologia permite medições com precisão de 1 femtossegundo (0,000000000000001 segundo), essencial para setores como bancos, telecomunicações e segurança digital.
Precisão e autonomia tecnológica
O ON utiliza o Césio-133 para manter a Hora Legal Brasileira com padrões globais, reduzindo a dependência de sistemas como o GPS. A instituição também é responsável pela calibração de padrões de tempo e frequência para outras organizações no país.
Segundo o Dr. Ricardo, o ON mantém a escala de tempo TA(ONRJ), comparada com o Tempo Atômico Internacional há mais de 19 anos. Esse padrão serve como referência para calibrações e para a Hora Legal Brasileira.
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